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Associação de Defesa Clientes Bancários exige esclarecimentos ao Governo e BdP

Associação de Defesa Clientes Bancários exige esclarecimentos ao Governo e BdP

A Associação de Defesa dos Clientes Bancários reconheceu que não é da sua competência questionar a solução apresentada pelo Banco de Portugal, mas exigiu esclarecimentos ao regulador e ao Ministério das Finanças.

A Associação de Defesa dos Clientes Bancários (ABESD) quer conhecer, em particular, "o enquadramento da posição dos titulares de investimentos vendidos pelo Banco Espírito Santo (BES) ou por entidades com ele relacionadas, nomeadamente, o Banco BEST e o Banque Privée Espírito Santo".

"A ABESD considera que não lhe cabe, neste momento, pôr em causa a solução apresentada pelo regulador bancário. Contudo, na ausência de informação precisa, a ABESD pretende que o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças esclareçam, de forma clara, detalhada e objetiva, sobre os ativos que ficaram alocados a cada uma destas duas entidades", refere a associação, em comunicado.

De acordo com a nota enviada às redações, é objetivo da associação "apurar, com rapidez, o impacto desta situação junto de todos os interessados, pelo que necessita de ver respondidas com urgência as questões que se mantêm em aberto", após o anúncio do governador do Banco de Portugal, no domingo.

"Uma vez obtidos os esclarecimentos que julga imprescindíveis, a ABESD tomará as medidas que achar mais adequadas no sentido de salvaguardar os interesses dos associados, não excluindo o recurso a vias judiciais caso tal se revele necessário", assegura.

Na segunda-feira, em declarações à Lusa, a ABESD reconheceu temer que a decisão do Banco de Portugal seja prejudicial para os pequenos investidores e acionistas do BES e admitiu responsabilizar os reguladores por eventuais prejuízos.

Na noite de domingo, o Banco de Portugal tomou controlo do BES e anunciou a separação da instituição num banco mau ('bad bank'), que concentra os ativos e passivos tóxicos, e num 'banco bom', o chamado Novo Banco, que reúne os ativos e passivos não problemáticos, como será o caso dos depósitos, e que receberá uma capitalização de 4,9 mil milhões de euros do Fundo de Resolução bancário.

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