Economia

Ativistas invadiram agência do BCP após o fim da manifestação da CGTP

Ativistas invadiram agência do BCP após o fim da manifestação da CGTP

Um grupo de manifestantes invadiu as instalações de uma agência do BCP, cerca das 13.30 horas, perto da Assembleia da República, já depois da desmobilização da manifestação da CGTP. A polícia, que estava nas escadas do Parlamento, agiu de imediato e retirou os manifestantes, que não ofereceram resistência.

O grupo tinha ficado junto ao Parlamento a fazer um número de circo quando a manifestação da CGTP desmobilizou, perto das 13 horas. Cerca de meia-hora depois, o grupo manifestou-se em frente a uma agência do BCP, acabando por entrar nas instalações.

Elementos da polícia, que estavam nas escadas do Parlamento, agiram de imediato e retiraram o grupo das instalações. Os elementos não ofereceram resistência e deitaram-se no chão, em protesto, depois de terem sido retirados do banco.

Pouco depois, o grupo deixou o local pacificamente, já o grosso da manifestação estava longe. A CGTP desmobilizou cerca das 13 horas, esvaziando a manifestação contra o Orçamento de Estado que ainda estava a ser discutido no Parlamento.

Com o fim do discurso de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP/IN, os manifestantes afetos à central sindical deixaram o largo em frente à Assembleia da República.

Durante quase duas horas, milhares de pessoas, com cartões vermelhos no ar, a juntaram-se ao coro de protestos contra o Orçamento de Estado, cuja votação final se discute na Assembleia da República, esta terça-feira.

"Este orçamento é um roubo" ou "está na hora do Governo ir embora" foram alguns dos cânticos mais entoados pelos manifestantes, que enchem por completo a rua de S. Bento, que desce do Largo do Rato para a Assembleia da República.

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Junto às escadarias havia gente de todas as idades, com destaque para os agricultores do Douro, que chegaram de madrugada. "Muitos não dormiram esta noite para poder participar", assegurou um dos manifestantes ao JN.

As intervenções de vários elementos da CGTP no palco instalado numa carrinha junto à escadaria da AR eram apenas interrompidas por fortes assobiadelas cada vez que alguém se refere ao primeiro ministro.

A manifestação começou tímida, por causa da chuva que chegou a atrapalhar as centenas de pessoas que cerca das 10 horas da manhã desta terça-feira estavam já concentradas junto à Assembleia da República.

Após um discurso inflamado de uma agricultora de Viseu, a chuva começou a cair com alguma intensidade, levando muitos a refugiarem-se em toldos, varandas e lojas nas ruas junto à escadaria de S. Bento.

Ainda assim, cumpriu-se um minuto de silêncio pelo país. No final, a oradora disse aos presentes que consegue "governar melhor" a sua casa do que o Governo o país.

"E não é preciso ter tantos estudos", garantiu, arrancando muitos aplausos.

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