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Orçamento do Estado e impostos

Aumento do imposto do tabaco vai potenciar contrabando e assaltos

Aumento do imposto do tabaco vai potenciar contrabando e assaltos

A presidente da Associação Portuguesa de Armazenistas de Tabaco considerou, esta quarta-feira, que a proposta de aumento de impostos sobre todos os tabacos em 2014 vai levar a um aumento do desemprego, do contrabando e dos assaltos.

"Quanto maior é o imposto mais contrabando e contrafação entra no mercado, o que tem acontecido nos últimos anos", disse à agência Lusa Helena Baptista, salientando que a medida vai levar também ao aumento do desemprego no setor e dos roubos.

O Governo vai aumentar os impostos sobre o tabaco, charutos e cigarrilhas e tabaco de enrolar e conta conseguir mais 124,2 milhões de euros de receita fiscal, o maior dos aumentos entre os impostos indiretos.

De acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2014 (OE2014), a receita com o imposto sobre o consumo de tabaco (IABA) deve aumentar assim 9,5% face à estimativa de receita que o Governo prevê para o final de 2013.

Assim, o Governo deve conseguir um total de 1430,5 milhões de euros com impostos sobre os diferentes tipos de tabaco, se a estimativa se concretizar.

Em declarações à Lusa, a presidente da Associação Portuguesa de Armazenistas de Tabaco (APAT), sublinhou que o aumento dos impostos vai também fazer subir a probabilidade de ocorrência de assaltos.

"Mais grave ainda é que se anda a vender tabaco em folha (...) pois é um produto que paga imposto de produto agrícola e está ser bastante procurado e não é fiscalizado", referiu, salientando tratar-se de um concorrência desleal.

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