Economia

Aumento dos transportes em 15% é "mais um assalto ao bolso dos portugueses"

Aumento dos transportes em 15% é "mais um assalto ao bolso dos portugueses"

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações considerou, esta quinta-feira, que o alegado aumento de 15% nos preços dos transportes públicos a partir de Agosto é "um assalto aos bolsos dos portugueses" e "penalizador" para as empresas.

O "Diário Económico" noticia, esta quinta-feira, que os preços dos transportes públicos vão aumentar 15% em Agosto, adiantando que o Governo vai comunicar esta quinta-feira às operadoras de transporte público essa subida.

"Somos completamente contra. A verificar-se este aumento é mais um assalto, um roubo aos portugueses. Nós temos uma oferta de transportes cada vez pior e o aumento a verificar-se quer dizer que as populações vão ter piores transportes e cada vez mais caros", disse à agência Lusa o dirigente sindical Vítor Pereira."Somos completamente contra. A verificar-se este aumento é mais um assalto, um roubo aos portugueses. Nós temos uma oferta de transportes cada vez pior e o aumento a verificar-se quer dizer que as populações vão ter piores transportes e cada vez mais caros", disse à agência Lusa o dirigente sindical Vítor Pereira.

O sindicalista disse que "não entende esta tomada de posição do Governo numa altura em que as empresas de transportes públicos vivem com dificuldades e os portugueses nem sequer têm dinheiro para comer e para medicamentos".

De acordo com o Vítor Pereira, este aumento é "bastante penalizador" para as empresas de transportes públicos que sobrevivem com cada vez mais dificuldades.

"Nós temos de olhar para o transporte como prestação social. Há muita gente que não tem dinheiro para se alimentar. Com esta medida o Governo quer que as pessoas não tenham condições para ir para os seus locais de trabalho", salientou.

Vítor Pereira adiantou ainda que a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) vai fazer campanhas junto das populações.

"Ainda não está nada definido mas, vamos fazer campanhas junto das populações para que o Governo recue na intenção de subir os preços", concluiu.

Fonte do ministério da Economia disse à Lusa que vai ser emitido, esta quinta-feira, um comunicado sobre este assunto.

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