Economia

Aumento dos transportes foi quase "um assalto por esticão"

Aumento dos transportes foi quase "um assalto por esticão"

O pacote de aumento dos preços dos transportes anunciados pelo Governo foi quase "um assalto por esticão", disse, esta quinta-feira, Vítor Pereira, dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes, numa acção de protesto no Cais do Sodré, em Lisboa.

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) distribuiu, esta quinta-feira, panfletos nos principais locais de acesso dos transportes públicos de Lisboa - Santa Apolónia, Cais do Sodré, Restauradores, Sete Rios e Entrecampos - e do Porto.

"O apelo que estamos a fazer em Lisboa e no Porto é no sentido das pessoas mostrarem a sua indignação visto que estes aumentos decretados pelo Governo são inadmissíveis", defendeu o sindicalista.

O Governo fixou na semana passada em 15% o aumento médio nos preços dos títulos de transportes rodoviários urbanos de Lisboa e do Porto, para os transportes ferroviários até 50 quilómetros e para os transportes fluviais. Em vários casos, os títulos de transporte aumentam mais de 20%.

"Nós entendemos que o que está aqui em causa é o direito ao transporte, o direito à mobilidade das pessoas e portanto pensamos que as pessoas têm de se indignar, têm de se revoltar e mostrar o seu descontentamento", prosseguiu.

O dirigente voltou a afirmar que o grande objectivo do Governo com esta medida é a privatização das empresas públicas de transportes".

"Este ataque ao transporte público, às empresas públicas é um ataque que não podemos aceitar porque é contra os utentes dos transportes públicos mas também é contra o país", sublinhou.

Para Vítor Pereira o que agrava ainda mais a situação é o facto de os aumentos não se limitarem aos transportes públicos.

"O problema é que não estamos só a falar do aumento dos transportes públicos. Estamos a falar de um pacote onde entram os transportes públicos, entram os medicamentos, entra a educação, entra um conjunto de necessidades que as pessoas têm, que se estão a tornar insuportáveis", indicou.

A FECTRANS está, "em conjunto com as comissões de utentes, a procurar encontrar formas de luta para que as pessoas possam mostrar o seu descontentamento", lembrou Vítor Pereira.