Estaleiros Navais

Autarca de Viana deposita coroa de flores na cerimónia de subconcessão

Autarca de Viana deposita coroa de flores na cerimónia de subconcessão

O presidente da Câmara de Viana do Castelo depositou, esta sexta-feira, uma coroa de flores na mesa da assinatura de contrato de subconcessão dos estaleiros navais ao grupo Martifer, para assinalar o "velório da construção naval em Portugal".

"Vim a um velório, ao velório da construção naval em Portugal", disse aos jornalistas José Maria Costa, antes do início da cerimónia no forte de São Julião da Barra, em Oeiras.

O autarca tem contestado a decisão do Governo de proceder à subconcessão dos estaleiros navais, tendo chegado a apresentar duas participações à Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando dúvidas sobre a legalidade deste processo, pedindo ao primeiro-ministro para suspender esta subconcessão, por ser uma "história mal contada".

Pela subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos estaleiros até 2031 a nova empresa West Sea, criada pelo grupo Martifer, pagará ao Estado uma renda anual de 415 mil euros, prevendo recrutar 400 trabalhadores.

Entre 20 de dezembro e 9 de janeiro já aderiram ao plano amigável para rescisão dos contratos 120 dos 609 trabalhadores dos estaleiros. Por estes acordos, já assinados, os estaleiros pagaram oito milhões de euros, indicou à Lusa fonte da empresa pública.

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou quinta-feira que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo "renascem" hoje, com a assinatura do contrato de subconcessão, antecipando que muitos dos que criticaram daqui a cinco anos vão "aplaudir esta decisão".

A coroa de flores foi entretanto retirada pela organização da cerimónia.

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