Economia

Avaliação de Portugal está um nível acima de "lixo"

Avaliação de Portugal está um nível acima de "lixo"

A Standard and Poor's voltou, esta terça-feira, a descer o "rating" de Portugal.

No segundo corte em menos de uma semana, a agência de "rating" desceu a avaliação de Portugal de BBB/A-2 para BBB-/A-3, notação considerada como o nível acima de "junk" (lixo).

Recorde-se que na sexta-feira, a Standard and Poor's cortou o "rating" do país de A- para BBB/A-2.

A Standard & Poor's justifica este novo corte com as decisões do Conselho Europeu relativas ao mecanismo de resgate europeu que entrará em funcionamento em 2013, para substituir o atual fundo de resgate.

Segundo a agência, as condições impostas aos Estados para que possam pedir empréstimos ao mecanismo confirmam as expetativas da agência de que "a reestruturação da dívida soberana é um potencial pré-requisito para se pedir empréstimos do ESM e que a dívida soberana sénior [detida por investidores privados] será subordinada aos empréstimos do mecanismo".

A agência considera que estas características prejudicam os credores comerciais de dívida soberana e que representam um completo afastamento do atual mecanismo de resgate, o European Financial Stability Facility (EFSF).

Portugal provavelmente irá recorrer a apoio financeiro do fundo de resgate europeu, que deverá continuar com o futuro mecanismo pós 2013, diz ainda a Standard & Poor's.

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"Dada a actual redução do acesso de Portugal aos mercados de financiamento e às suas consideráveis necessidades de financiamento externas nos próximos anos, a nossa análise é que Portugal provavelmente irá recorrer ao European Financial Stability Mechanism (o actual fundo de resgate) e consequentemente ao European Stabilisation Mechanism (o fundo de resgate que entra em atividade a partir de 2013), diz a Standard & Poor's.

A agência indica que acredita que Portugal consiga começar inverter a trajectória de dívida a partir de 2013, e que assim possa escapar a uma reestruturação de dívida.

No entanto, a questão da subordinação da dívida aos empréstimos realizados pelo futuro mecanismo levam a agência a aplicar o corte de 'rating'.

Esta subordinação daria ao mecanismo de resgate preferência como credor (ou seja, em caso de reestruturação ou incumprimento, o mecanismo receberia primeiro que os credores comerciais).

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