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Aviação começa a recuperar mas permanecem incertezas

Aviação começa a recuperar mas permanecem incertezas

A "chief operating officer" (COO) da ANA - Aeroportos de Portugal afirmou esta sexta-feira que a aviação começa a registar sinais de recuperação, ressalvando que há incertezas que se vão manter nos próximos anos.

"Existe ainda muita incerteza quanto aos próximos anos da aviação, embora se verifiquem sinais de recuperação. É uma crise sem precedentes. A pandemia teve um impacto muito forte em todas as nossas atividades, que não pode ser comparável com o provocado pelas outras crises. O turismo e a aviação foram quase totalmente paralisados", afirmou Chloé Lapeyre, na Conferência Internacional de Controlo de Tráfego Aéreo, que decorre no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Esta responsável notou que, durante a crise, a gestora aeroportuária adotou uma resposta "rápida e inovadora", destacando que a operação nunca parou graças a todos os trabalhadores.

Assim, e "apesar dos impactos económicos negativos", gerados pela covid-19, a ANA investiu nas infraestruturas aeroportuárias, por exemplo, com obras no Terminal 2 do aeroporto de Lisboa, bem como na expansão do Taxiway do Porto.

"Antes da crise, o rumo a um futuro sustentável já era um desafio. Agora é uma prioridade absoluta para este setor. Estamos a desenvolver um plano de descarbonização para cumprir o compromisso, tomado pela Vinci, de atingir emissões zero até 2050", referiu.

Na mesma sessão, uma vogal do Conselho de Administração da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tânia Cardoso Simões, notou que o setor representa cerca de 320 mil postos de trabalho e 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a que se soma o impacto indireto.

O regulador da aviação disse ainda ser necessário haver "flexibilidade num contexto de mudança", o que considerou ser uma "lição aprendida" durante a pandemia.

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No que se refere à retoma da atividade, a ANAC mostrou-se disponível para ouvir todos os regulados, no sentido de "encontrar saídas para chamar mais mercado".

Tânia Cardoso Simões considerou também que, para recuperar o tráfego, em 2023 ou 2024, é necessário "ganhar a confiança dos passageiros".

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