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Baixos salários e subsídios afastam mão de obra das empresas

Baixos salários e subsídios afastam mão de obra das empresas

Faltam milhares de trabalhadores em Portugal. Muitos emigraram à procura de ordenados mais atrativos. Outros aproveitam apoios sociais e não procuram emprego.

Muitos dos setores de atividade em Portugal debatem-se com falta de pessoas para trabalhar. Mas a construção civil, a restauração e a hotelaria estarão a ser os mais penalizados. Salários e horários pouco atrativos, emigração, falta de qualificações e subsídios sociais que não incentivam a procura de trabalho são algumas das justificações. A escassez de recursos humanos pode ser um travão à recuperação da economia.

Só no setor da construção "está identificada a falta de cerca de 70 mil trabalhadores", de acordo com Manuel Reis Campos, presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN). O presidente da Associação Nacional dos Restaurantes (Pro.Var), Daniel Serra, estabelece a necessidade "entre 20 mil e 25 mil", enquanto o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Raul Martins, estima a carência de "15 mil". A míngua estende-se à pesca, agricultura e mobiliário entre muitos outros setores de atividade.

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