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Balsemão tem "inconfessável ganância comercial", diz Isabel dos Santos

Balsemão tem "inconfessável ganância comercial", diz Isabel dos Santos

Empresária angolana reage contra dono da Sic nas redes sociais devido à decisão de suspender a Sic Notícias e Internacional no cabo em Angola.

A empresaria angolana Isabel dos Santos criticou esta quinta-feira o empresário Pinto Balsemão, dono da Impresa (que detém a Sic), acusando-o de "inconfessável ganância comercial".

Isabel dos Santos é dona da Zap (onde a NOS tem 30% do capital), a operadora de televisão paga angolana e, em março, deixou de transmitir os canais Sic Notícias e Sic Internacional.

Nas redes sociais Twitter e Instagram Isabel dos Santos não poupa críticas a Balsemão. No Instagram, escreve que "a inconfessável ganância comercial do milionário Pinto Balsemão, em Angola quer encaixar pela Sic preço 1 milhão euros/ano. A comparar com BBC 33 mil euros/ano ou AlJazeerah 66 mil euros/ano", identificando o Expresso e o grupo Impresa e repetindo a mensagem em francês, onde acrescenta "a Sic é muito cara!".

Já no Twitter Isabel dos Santos deixa a mesma mensagem e repete-a em francês e em inglês e, em francês, garante que que a decisão de parar a transmissão foi comercial e não política e repete: "a Sic é muito cara".

A resposta em francês é uma reacção à AFP África que partilhou no Twitter um artigo onde diz que os angolanos estão "privados de dois canais de televisão considerados muito críticos".

A Zap, e Isabel dos Santos, foram criticadas pela decisão de parar de transmitir os dois canais informativos da Sic em Angola. Até porque o timing da suspensão deu-se pouco depois da emissão de várias reportagens que criticavam o regime, segundo avançou na altura a AFP que, num artigo de 5 de junho, repete a acusação e lembra que se aproximam as eleições angolanas, marcadas para agosto. Esta segunda-feira, foi a vez da operadora DStv, também angolana, ter suspendido a emissão da Sic Notícias e da Sic Internacional, uma decisão que a Sic, em comunicado, garantiu ser "totalmente alheia".