Economia

Banca portuguesa pouco envolvida em contratos de cobertura de risco

Banca portuguesa pouco envolvida em contratos de cobertura de risco

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos disse, esta quarta-feira, que a banca portuguesa está "muito pouco envolvida" nos contratos de cobertura de risco com o Estado e que estes contratos devem ser avaliados caso a caso.

"Tem de ser avaliado por cada empresa e por cada instituição bancária a oportunidade e o nível de cobertura que se pretende fazer. Isso depende muito das conjunturas e da avaliação que se vai fazendo sobre o que é mais provável que venha a acontecer", disse Faria de Oliveira aos jornalistas, à margem da audição na Comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.

Referindo sempre que não pode dizer "neste momento mais nada sobre esta matéria", o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), que junta os principais bancos a operar em Portugal, acrescentou apenas que a "banca nacional está muito pouco envolvida" nas operações que estão a ser investigadas.

Na segunda-feira, vários órgãos de comunicação social noticiaram que a saída de Silva Peneda e Braga Lino do Governo - foram exonerados dos cargos de secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna e de secretário de Estado adjunto e da Defesa Nacional, respetivamente - se deveu a eventuais irregularidades detetadas pela Inspeção-Geral de Finanças em contratos de risco que negociaram quando eram gestores da empresa Metro do Porto.

Entretanto, na terça-feira, vários partidos vieram manifestar-se a favor da criação de uma comissão de inquérito ao financiamento de empresas públicas através de operações de "swap" celebradas pelo setor empresarial do Estado.

Em causa estão cerca de 3 mil milhões de euros no perímetro das empresas públicas em responsabilidades potenciais por utilização de instrumentos derivados.

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