Economia

Banco de Portugal melhora previsões para 2013 e espera recessão de 1,5%

Banco de Portugal melhora previsões para 2013 e espera recessão de 1,5%

O Banco de Portugal voltou esta terça-feira a melhorar as perspetivas para 2013, esperando uma contração de -1,5% contra os -1,6% previstos no outono, antecipando um crescimento de 0,8% para 2014.

De acordo com o Boletim Económico de Inverno, hoje divulgado, o banco central voltou a melhorar as previsões económicas para este ano, esperando agora uma recessão de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), acima das perspetivas do Governo, que calcula uma contração de 1,8%.

O Governo foi revendo as suas previsões económicas para este ano: no Orçamento do Estado para 2013, antecipava uma recessão de apenas 1%, perspetiva que foi piorada para os -2,3% em maio e que foi depois revista para os -1,8%, o que significa que o executivo espera agora uma recessão mais profunda do que a estimada inicialmente.

Este desempenho da economia em 2013 justifica-se, segundo o banco central, com a diminuição do consumo privado (-2,0%), da procura interna (-2,7%) e do investimento (-8,4%), mas também com o crescimento de 5,9% das exportações.

Para 2014, o Banco de Portugal espera que Portugal regresse a terreno positivo, antecipando um crescimento de 0,8%, uma previsão que coincide com a do Governo e com a da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).

A influenciar a evolução positiva da economia em 2014 deverá estar o consumo privado (0,3%), o investimento (1,0%) e as exportações (5,5%).

A instituição liderada por Carlos Costa estima que, "a partir do final de 2013 e ao longo do horizonte da projeção [até 2015], a economia deverá registar taxas de variação homólogas do PIB positivas, após uma contração acumulada de cerca de 6% no período de 2011-2013, no contexto do processo de correção dos desequilíbrios macroeconómicos acumulados ao longo das últimas décadas".

PUB

Em relação a 2015, o último ano do horizonte das previsões divulgadas esta terça-feira, o Banco de Portugal aponta para um crescimento de 1,3%, abaixo ao esperado pelo Governo e pela 'troika', que estimam um crescimento de 1,5%.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG