Economia

Bancos portugueses precisam de mais de 4,4 mil milhões de euros

Bancos portugueses precisam de mais de 4,4 mil milhões de euros

Os bancos portugueses precisam de se capitalizar em 7.804 milhões de euros para atingir o novo rácio de capital de 9%, segundo cálculos da European Banking Authority. Os dados, divulgados num comunicado, referem que os bancos portugueses precisam de reforçar capitais próprios em 4.432 milhões de euros para fazer frente à depreciação da dívida soberana.

O Banco de Portugal refere também em comunicado que as estimativas preliminares "com base nas exposições de Junho valorizadas a preços de Setembro apontam a necessidades de reforço do capital de 4,4 mil milhões de euros resultantes da avaliação a preços de mercado das exposições à dívida soberana".

"A este montante acrescem 3,4 mil milhões de euros para atingir o objectivo fixado pela EBA de um rácio de 9%", explica.

"Este último valor corresponde globalmente ao montante que resulta das medidas de capitalização já previstas nos planos de financiamento e de capital para 2011 e 2012 apresentados ao Banco de Portugal, em conformidade com os compromissos assumidos no âmbito do Programa de Assistência Financeira", sublinha.

Em termos globais a EBA refere que a banca europeia necessita de um total de 106.447 milhões de euros para se recapitalizar até atingir os 9% de capital.

Segundo os dados divulgados, os bancos portugueses são os quintos mais necessitados de capitalização depois da Grécia (30 mil milhões), Espanha (26 mil milhões) Itália (14,7 mil milhões) e França (8,8 mil milhões).

No comunicado, o Banco de Portugal, que se refere aos cálculos da EBA, recorda que, "face ao aumento do risco sistémico gerado pela crise da dívida soberana na área do Euro", foi decidido que as entidades teriam que reforçar os níveis de capitalização.

PUB

O objectivo é atingir, até 30 de Junho do próximo ano, um rácio de 9%, "depois de uma avaliação prudente, a valores de mercado, das exposições à dívida soberana detidas em 30 de Setembro de 2011".

"Esta decisão visa criar uma "almofada" temporária de capital e, por consequência, reforçar a solidez das instituições, na actual situação de incerteza associada à crise da dívida soberana", explica a nota do Banco de Portugal.

A EBA recorda, finalmente, que as necessidades de capital "só podem ser preenchidas com capital da mais alta qualidade".

"Para instrumentos privados apenas serão aceites novas emissões de capital convertível muito forte caso respeite os critérios rígidos e standard definidos pela EBA", conclui.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG