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Bancos vão limitar a entrada de clientes nas agências

Bancos vão limitar a entrada de clientes nas agências

Medida aplica-se em todos os balcões já a partir da próxima semana. Maioria das operações pode ser feita por via digital, um canal de serviço que tem registado um crescimento exponencial.

Os clientes da Banca vão confrontar-se, já a partir de meados da próxima semana, com algum condicionamento no atendimento presencial. Segundo fontes do setor, essa medida será generalizada, havendo algumas instituições que vão implementar o condicionamento de forma mais acelerada e outras que irão fazê-lo de modo mais gradual.

No caso do BCP, por exemplo, o JN apurou que o rácio será de 1 para 1. Ou seja, um funcionário por cliente. No caso da CGD, haverá alguma tolerância quando há familiares a acompanhar o cliente, mas cada agência irá gerir o fluxo da forma que considerar mais adequada.

Certo é que a entrada livre, sem tocar à campainha, vai acabar a partir de segunda-feira em todos os bancos a operar em Portugal.

O banco público já tinha admitido encerrar agências em áreas que a Direção-Geral da Saúde (DGS) considere de risco e, segundo apurou o JN, essa intenção mantém-se. Com o agudizar da pandemia, a CGD vai doseando as medidas de condicionamento e os encerramentos temporários, seguindo atentamente as recomendações da DGS.

"No sentido de minimizar os potenciais efeitos de contágio associados à Covid-19, será aconselhável a adoção, por parte dos clientes bancários, de boas práticas no relacionamento com o seu banco e na utilização dos serviços bancários. Assim, nesta fase, os clientes bancários deverão privilegiar o uso dos canais digitais e telefónicos, evitando, quando tal for possível, o recurso às agências. Esta recomendação aplica-se em especial aos clientes mais vulneráveis como idosos, pessoas com doenças crónicas ou sistemas imunitários enfraquecidos", referiu a Associação Portuguesa de Bancos (APB), em comunicado emitido esta semana.

A utilização de canais digitais pelos clientes bancários tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos. Segundo dados coligidos pela APB, 65% das contas à ordem são acedidas pelos clientes por via eletrónica e, em 2019, 56% dos utilizadores de Internet usavam serviços bancários de forma digital (38% em 2010).

O setor tem desenvolvido aplicações móveis (apps) que permitem acesso digital aos clientes de qualquer banco, agregando contas de várias instituições numa só "app". Esse é o caso da Unido, do Wizink, e da Dabox, da CGD. Adicionalmente, cada banco tem apps próprias, que não permitem cruzar contas de várias origens.

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