Grécia

BCE já formou grupo de trabalho sobre eventual saída da Grécia do euro

BCE já formou grupo de trabalho sobre eventual saída da Grécia do euro

Segundo o jornal alemão "Die Zeit", o Banco Central Europeu já formou um grupo de trabalho para delinear um novo plano de contingência para estabilizar os bancos europeus, caso se concretize a saída da Grécia da zona euro.

O BCE formou um grupo de trabalho para fazer face a uma eventual saída da Grécia da zona euro e da União Europeia, noticiou a edição eletrónica do semanário alemão "Die Zeit".

O grupo é liderado por Jörg Asmussen, responsável no diretório do BCE pelo combate à crise das dívidas soberanas. O Bundesbank, banco central alemão, formou uma equipa idêntica, chefiada por um dos seus diretores, Joachim Nagel, adianta o mesmo jornal.

Face à instabilidade política na Grécia, entre altos responsáveis dos bancos centrais já não se exclui a saída deste país da moeda única e da União Europeia, garante ainda o "Die Zeit".

O jornal cita, no entanto, o presidente do BCE, Mario Draghi, que diz que a permanência da Grécia no euro "continua a ser a preferência", da instituição com sede em Frankfurt.

De acordo com fontes do BCE citadas pelo "Die Zeit", se a situação nos mercados financeiros se agudizar, por causa da crise helénica, o BCE terá de adotar novo plano de contingência para estabilizar os bancos europeus.

Em sondagem do Instituto Yougov para o "Die Zeit", 56% dos alemães inquiridos pronunciaram-se a favor da saída da Grécia do euro, só 26% foram contra, e 18% responderam que não sabiam.

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Desde o fracasso da formação de um novo governo, na sequência das legislativas de 6 de maio, multiplicam-se os debates sobre uma eventual saída da Grécia da União Económica e Monetária, o que implicaria automaticamente a saída da União Europeia, ao abrigo dos tratados em vigor.

Numerosos economistas advertiram para o aumento da insegurança na zona euro que resultou da nova crise política na Grécia.

Os mesmos analistas interrogam-se, simultaneamente, se a saída do euro seria a melhor solução, quer para Atenas, quer para os seus parceiros europeus, ou se iria agravar ainda a atual crise, e provocar uma reação em cadeia de consequências imprevisíveis.

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