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BCP diminui lucros em 55% para 76 milhões de euros no primeiro semestre de 2020

BCP diminui lucros em 55% para 76 milhões de euros no primeiro semestre de 2020

O BCP registou lucros de 76 milhões de euros no primeiro semestre de 2020, uma diminuição de 55% face aos lucros de 169,8 milhões de euros no mesmo período de 2019.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BCP assinala que obteve um "resultado líquido do grupo de 76,0 milhões de euros no primeiro semestre de 2020, influenciado pelo contexto covid-19".

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados, que decorreu nas instalações do banco no Tagus Park, em Oeiras, distrito de Lisboa, o presidente executivo Miguel Maya referiu que o segundo trimestre do ano foi "verdadeiramente extraordinário" e "único" devido aos efeitos da pandemia de covid-19.

De acordo com a informação prestada à CMVM, as imparidades e provisões aumentaram 44,5% no primeiro semestre face ao período homólogo, totalizando 351,4 milhões de euros face aos 243,1 em junho de 2019.

Do valor alocado nesta rubrica, 237,3 milhões de euros dizem respeito a imparidades de crédito e 114 milhões a outras, ao passo que em junho de 2019 as imparidades de crédito totalizavam 200,3 milhões de euros e as restantes 42,8 milhões de euros.

Os rácios de capital do BCP permaneceram acima do nível regulamentar, atingindo os 15,5% no total e 12,1% no CET1 ("common equity tier 1").

A margem financeira (diferença entre os juros pagos nos depósitos e recebidos nos créditos) subiu 2,6%, passando de 740,1 milhões de euros no final de junho de 2019 para 759,1 milhões de euros no primeiro semestre de 2020.

Em termos de comissões, o aumento foi de 0,9%, passando de 342,2 milhões de euros no final de junho de 2019 para 345,2 milhões de euros no final de junho de 2020.

Os custos operacionais (excluindo itens não habituais) do grupo também aumentaram, subindo 4%, de 519,7 milhões de euros no final de junho de 2019 para 540,7 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.

Em Portugal, no entanto, os custos reduziram-se em 4,6%, passando de 333,7 milhões de euros no final do primeiro semestre de 2019 para 318,3 milhões do primeiro semestre de 2020.

Já os rácios de exposições não produtivas (critério da Autoridade Bancária Europeia) em Portugal diminuiram de 11,0% no final de junho de 2019 para 7,6% no mesmo período deste ano, passando de 4,1 mil milhões de euros para 2,9 mil milhões.

No total do grupo, a exposição a malparado diminuiu 1,1 mil milhões de euros num ano, passando de 5,0 mil milhões de euros em junho de 2019 para 3,9 mil milhões no mesmo mês de 2020.

Em termos de contribuições das diversas operações do banco para os lucros semestrais de 76 milhões de euros, Portugal contribuiu com 45,2 milhões de euros, a Polónia com 16,2 milhões de euros, Moçambique com 42,5, e Angola com um contributo negativo de 10,3 milhões de euros.

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