Economia

BE aponta "desigualdade gravíssima" nas tabelas de retenção na fonte

BE aponta "desigualdade gravíssima" nas tabelas de retenção na fonte

O coordenador da comissão política do BE, Francisco Louçã, confrontou o Governo com a "desigualdade gravíssima" registada nas novas tabelas de retenção na fonte, hoje, sexta-feira, publicadas.

Francisco Louçã disse que "a portaria tem como alvo os mais fracos" e apontou que para os rendimentos até 587 euros a retenção na fonte aumenta para o dobro, tal como nas pensões até 760 euros.

Para os deficientes com rendimentos até 1940 euros, o aumento da retenção é de 250%, criticou.

"Agora, nos rendimentos mais altos, 3%, vá lá", ironizou, afirmando ainda que o PSD deu acordo a uma portaria que traduz "uma desigualdade gravíssima" e que, neste momento, o Governo já não governa, sendo apenas "um regente" do país.

"Não há política europeia, não há solidariedade europeia, mas também há uma balbúrdia na política do Governo. Nós olhamos para a portaria, queremos ver a desigualdade gravíssima que aqui está", disse.

"É por isso que o aumento de impostos revela a balbúrdia no Governo", disse, apontando contradições nas recentes intervenções do primeiro ministro, do secretário de Estado e do ministro das Finanças, sobre qual seria o aumento de impostos e a partir de quando entraria em vigor.

Sobre o mesmo tema, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, criticou o "aumento de impostos que entrou hoje em vigor" e que "é para um ano e meio", condenando o apoio do PSD às medidas.

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"O aumento de impostos entrou em vigor hoje, o corte da despesa é logo se vê, quanto às obras públicas fazemos um intervalo e voltamos dentro de momentos", criticou.

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