Política

BE desafia Governo a dizer se prefere a "intransigência" ou negociar o Orçamento do Estado

BE desafia Governo a dizer se prefere a "intransigência" ou negociar o Orçamento do Estado

O Bloco de Esquerda (BE) desafiou esta quarta-feira, no parlamento, o Governo a dizer se prefere a "intransigência" ou a negociação de um Orçamento do Estado de 2021 (OE2021) que dê resposta aos problemas do país.

Num debate em que o PS avisou os bloquistas que "chumbar" o documento é "votar contra o país", o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, sublinhou que "as divergências" com o Governo "não são de pormenor, são nas questões fundamentais" e que definem o orçamento, mas voltou a dizer que está disposto a negociar.

"Se há uma porta aberta para as resolver [as divergências], há. Mas não cara falhar às pessoas neste momento crítico" com a crise causada pela pandemia de covid-19 que, nas palavras de Pedro Filipe Soares, está e vai "agigantar-se".

E foi já na fase de debate que o deputado bloquista, em resposta a uma pergunta de João Almeida, do PCP, fez o desafio ao Governo, dizendo que a posição do BE "é clara" quanto ao sentido de voto.

Uma posição, disse, que "não é de intransigência, é até de abertura para rever os pontos de divergência".

"Haja vontade da parte do Governo para ir ao fundamental da vida das pessoas", concluiu.

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Minutos antes, Filipe Soares ouviu João Paulo Correia, do PS, em tom exaltado, questionar repetidamente os bloquistas se "ponderam votar contra" um orçamento que prevê um aumento no salário mínimo, a baixa do IVA na eletricidade, um aumento do investimento público em 20% ou que "não vai emprestar nem mais um euro ao fundo de resolução", que tem servido para injetar dinheiro no Novo Banco.

João Paulo Correia terminou afirmando que "não há razões" para juntar "uma crise política" à crise social e económica causada pela pandemia e dramatizou: "Votar contra o Orçamento do Estado é votar contra o país."

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