Aviação

Boeing 747: a rainha dos céus tem o fim anunciado

Boeing 747: a rainha dos céus tem o fim anunciado

A Boeing anunciou, esta quarta-feira, em carta aos trabalhadores, que vai terminar a produção do modelo 747, outrora o maior avião de passageiros do mundo e talvez o mais icónico de sempre, em 2022.

O diretor executivo Dave Calhoun, que assina o documento enviado aos funcionários da Boeing, afirma que a empresa vai continuar a prestar apoio técnico aos modelos 747 que ainda estão em atividade. "O nosso compromisso com o cliente não termina na entrega e vamos continuar apoiar as operações e manutenção dos 747 no futuro", escreveu.

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Tal como várias empresas, e especialmente as relacionadas com a aviação, também a Boeing sofreu os impactos económicos da covid-19. O diretor executivo salienta que estão a ser tomadas medidas para se "adaptarem às novas realidades". A paragem da produção do Jumbo ou da "Rainha dos Céus", como é também chamado o Boeing 747, poderá ser uma das estratégias para fazer face à quebra de lucros.

O modelo 747 é produzido há mais de 50 anos e realizou o primeiro voo comercial com a antiga companhia aérea Pan Am em janeiro de 1970. Há uma semana, a companhia aérea holandesa KLM anunciou que vai deixar em terra os sete aviões Boeing 747 que possui -- outras empresas já fizeram o mesmo. A KLM não pretendia fazê-lo antes de 2021, mas a crise do novo coronavírus levou a que a empresa se "livrasse" destes aviões.

A gigante aeroespacial sofreu perdas de 2,5 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2020, devido sobretudo à paragem forçada das companhias aéreas, que suspenderam a compra de aviões durante a pandemia. A Boeing reduziu 10% do "staff" no início deste ano e esperam-se ainda mais despedimentos.

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