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Bolsas europeias em baixa com medo de outros "casos" BES

Bolsas europeias em baixa com medo de outros "casos" BES

As principais bolsas europeias abriram em baixa, esta quarta-feira, na "ressaca" da crise do Banco Espírito Santo e com medo de que se descubram novos casos entre as entidades financeiras europeias.

Cerca das 8.55 horas em Lisboa, o Euro Stoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava em baixa, a descer 0,84% para 3.053,68 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt estavam a descer 0,51%, 0,49% e 0,87%, enquanto as de Madrid e Milão estavam a recuar 0,61% e 0,65%, respetivamente.

Depois de ter iniciado o dia em baixa, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 08:55, o principal índice, o PSI20, estava a cair 1,47%, para 5.731,17 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou em baixa na terça-feira, com o Dow Jones a descer 0,84%, para a 16.429,47 pontos, depois de ter subido a 16 de julho até aos 17.138,20 pontos, o atual valor máximo de sempre desde que foi criado, há 128 anos.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em baixa, abaixo dos 1,34 dólares, no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,3363 dólares, contra 1,3368 dólares no encerramento de terça-feira.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na terça-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,3382 dólares.

Apesar da rápida reação do Governo de Portugal e da União Europeia, a crise do BES continua a pairar nos mercados e são muitos os que pensam, como o banco norte-americano Citi, que pode haver outros 'casos' ocultos parecidos.

Entre as referências de hoje está uma colocação de dívida pública da Alemanha de um volume até 3.000 milhões de euros a cinco anos e a divulgação nos Estados Unidos dos dados do comércio externo de bens e serviços em junho pelo departamento do Comércio e das reservas de petróleo e produtos derivados pelo departamento de Energia.

Os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos é outro dos indicadores que será divulgado hoje, designadamente pelo departamento do Trabalho norte-americano.

Entretanto, os investidores estão à espera da reunião mensal do Banco Central Europeu (BCE), na próxima quinta-feira, e de uma solução para o conflito judicial aberto pela dívida da Argentina.

Na reunião mensal de julho, o Conselho de Governadores do BCE deixou inalteradas as medidas de política monetária anunciada em junho.

A 05 de junho, o BCE tinha cortado a taxa de juro diretora em 0,10 pontos percentuais para o novo mínimo histórico de 0,15% e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos), em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros, destinadas a serem emprestadas pela banca a empresas e famílias.

O conflito entre a Argentina e os denominados "fundos abutres" que lhe reclamam o pagamento da dívida - depois da sentença favorável de um juiz norte-americano - é outro dos temas que está a marcar a atualidade.

As situações na Ucrânia - depois de Washington e Bruxelas terem imposto sanções mais abrangentes contra a Moscovo para pressionar o Presidente russo, Vladimir Putin, a retirar o apoio aos rebeldes pró-russos no leste do país - e na Faixa de Gaza, onde prossegue o conflito entre Israel e o Hamas, são outros dos assuntos presentes hoje nos mercados.

O barril de petróleo Brent, para entrega em setembro, abriu hoje em alta, a cotar-se a 104,82 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 1,20% do que no encerramento da sessão anterior.

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