Consumo

Brinquedos não vão faltar neste Natal e preços não devem subir

Brinquedos não vão faltar neste Natal e preços não devem subir

Marcas dizem estar a assumir os encargos com a subida dos custos dos materiais e dos transportes.

Tanto a Concentra, que distribui dezenas de marcas internacionais de brinquedos e de jogos, como a coreana Yoyoso, com produtos desde brinquedos, decoração, artigos de cozinha e eletrónicos, asseguram que não vai haver problemas com entregas. A Concentra - que é quem distribui, por exemplo, as princesas da Disney, Harry Potter, Patrulha Pata - garante que grande parte dos preços não subiu, estando a suportar o aumento dos encargos.

"Estamos o ano inteiro a preparar o Natal. O Natal, para nós, pesa 65% da nossa faturação, às vezes até pode pesar 70%", salienta Ricardo Feist, administrador da Concentra Brinquedos. "Este ano está a ser completamente surreal. No início de 2021, a indústria dos brinquedos foi surpreendida pelo agravamento da pandemia, o que levou o Governo a fechar as lojas especializadas em brinquedos e, pela primeira vez, também proibiram a venda nos supermercados e hipermercados. Não era expectável para nós, ainda para mais num negócio em que o retalho alimentar pesa quase 85% do negócio. Para ter uma ideia, o mercado de brinquedos até abril estava a cair 80%", acrescenta.

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"O verão foi atípico e entrámos na campanha de Natal bastante apreensivos". Os primeiros sinais eliminaram os receios, apontando para uma subida significativa nas vendas. "Como se joga a grande fatia do negócio nestes últimos dois a três meses, as perdas do início do ano foram recuperadas e até ultrapassadas". O mercado de brinquedos vale cerca de 200 milhões de euros e, no ano passado, contraiu cerca de 5%.

Pesadelo do ano

Luís Ye, diretor-geral da Yoyoso em Portugal, explica que não tem sentido problemas de logística, graças ao trabalho feito com antecipação. E, por isso, as sete lojas que tem em Portugal estão com stock.

Os problemas nas cadeias de abastecimento têm sido "o pesadelo do ano". No entanto, o administrador da Concentra assegura que tem, "até agora, suportado a maioria destes aumentos" de custos. Analisaram os seus produtos e há "uma parte muito pequena da nossa coleção" que sofreu um ajuste de preços. "Em 90% dos nossos produtos mantivemos os preços".

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