Economia

Brisa garante estar a colaborar na interoperabilidade com sistema de cobrança espanhol

Brisa garante estar a colaborar na interoperabilidade com sistema de cobrança espanhol

A Brisa garante estar "a colaborar" nos testes à interoperabilidade entre os sistemas eletrónicos de cobrança de portagens de Portugal e de Espanha, apesar das denúncias de "boicote" lançadas pelo Eixo Atlântico.

Em causa estão testes operacionais com utilizadores reais da Via Verde e da espanhola Via-T, para garantir a compatibilidade dos dois sistemas e que decorrem desde 01 de outubro nas autoestradas da Brisa, em Portugal, e na AP9, na Galiza.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o Eixo Atlântico garantiu que, nestes testes, estão a acontecer "anomalias", responsabilizando as concessionárias Brisa e Audasa (AP9) pelo que afirma ser um "boicote" à operação.

"Nunca manifestaram a sua disponibilidade para agilizar o cumprimento da decisão da Cimeira Ibérica [sistema de cobrança comum] acordada entre o primeiro-ministro de Portugal e o presidente do Governo de Espanha", lê-se no comunicado assinado pelo secretariado do Eixo Atlântico, que reúne as maiores 34 cidades do Norte de Portugal e da Galiza.

Contactada pela agência Lusa, fonte da Brisa disse não comentar "atividades políticas, em Portugal ou no estrangeiro", mas admitiu que a empresa está a "colaborar nos testes operacionais" para encontrar "uma solução tecnológica e contratual" que assegure "a interoperabilidade" dos sistemas dos dois países.

"Estes testes operacionais estão a ser realizados em troços pré-definidos de autoestradas e apenas abrangem um número limitado de utilizadores, de ambos os países, que foram expressamente convidados a participar", esclareceu a mesma fonte.

O Eixo Atlântico, no mesmo comunicado, diz esperar 72 horas pela resolução destas anomalias, ameaçando recorrer à Comissão Europeia se algum destes utilizadores for multado pelos alegados erros do sistema.

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Critica ainda as "medidas punitivas contra os utilizadores, vítimas de manobras internas de empresa que confundem um serviço público com negócios especulativos".

Já segundo a concessionária portuguesa, "por enquanto", as autoestradas da rede Brisa apenas contam com "os meios de pagamento de portagens legítimos e acessíveis à generalidade dos utilizadores".

"Qualquer passagem em infração nas portagens, na rede Brisa, é uma violação da lei e está sujeita às sanções previstas pela legislação em vigor", afirmou a mesma fonte.

Ainda assim, a Brisa confirma ter "uma grande expectativa de que, a prazo, estes testes operacionais tornem possível a entrada efetiva em serviço da interoperabilidade" dos dois sistemas, "com todas as necessárias garantias em termos de fiabilidade e de segurança para os respetivos utilizadores".

Solução que "contribuirá para melhorar as condições de circulação transfronteiriça entre os dois países e constituirá uma iniciativa pioneira na Europa", assegura a concessionária.

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