Economia

Bruxelas nega acordo entre Grécia e a 'troika'

Bruxelas nega acordo entre Grécia e a 'troika'

A Comissão Europeia negou, esta quarta-feira, que tenha sido alcançado um acordo entre a Grécia e a 'troika', contrariando o anúncio feito pelo primeiro-ministro grego na terça-feira.

"Estamos continuamente a reduzir o número de questões a tratar", afirmou o porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos, Simon O'Connor, durante a conferência de imprensa do executivo comunitário, em Bruxelas, mostrando-se "confiante" que, em breve, seja alcançado um acordo.

Hoje, os ministros das Finanças da zona euro discutem, em teleconferência, a situação da Grécia, que aguarda uma 'tranche' de 31,5 mil milhões de euros, cujo desembolso está bloqueado desde junho pelos seus credores, que esperam um novo pacote de medidas de consolidação orçamental e reformas.

Na terça-feira, o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, anunciou um acordo entre Atenas e a 'troika' (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) sobre novas medidas de contenção orçamental, num valor estimado de 13,5 mil milhões de euros no orçamento de 2013.

"Concluímos as negociações sobre as medidas [de austeridade] para o orçamento", disse Antonis Samaras, num texto divulgado pelos serviços de imprensa do primeiro-ministro grego.

O governante sublinhou ainda que a 'luz verde' ao acordo, cujos detalhes serão conhecidos nos próximos dias, assegurará que a Grécia permaneça na zona euro e "fora da crise".

No domingo, o semanário alemão "Der Spiegel" noticiou que a 'troika' vai propor, num relatório sobre a Grécia a divulgar nos próximos dias, um novo perdão da dívida grega, desta vez para os credores institucionais, nomeadamente os países.

Depois de no primeiro perdão terem participado os credores privados - sobretudo bancos - de forma voluntária, a proposta agora conhecida defende que, pela primeira vez, os Estados europeus credores de dívida soberana grega aceitem perder dinheiro dos seus contribuintes.

A opção já foi contestada por uma série de países - a começar pela Alemanha - que se recusam a perder parte do dinheiro que emprestaram a Atenas como medida extraordinária de apoio.