Economia

Bruxelas nega negociações para segundo plano de ajuda a Portugal

Bruxelas nega negociações para segundo plano de ajuda a Portugal

A Comissão Europeia negou, esta segunda-feira, que esteja a negociar uma ajuda "cautelar" com as autoridades portuguesas, apontando que só avaliará as opções para apoiar Portugal no regresso aos mercados na altura devida, "e a altura não é agora".

Questionado sobre a notícia do diário espanhol "El Pais", segundo a qual a Comissão Europeia está a negociar com Lisboa um novo plano de ajuda, para acautelar um regresso bem sucedido de Portugal aos mercados no próximo ano, quando expirar o atual programa de resgate negociado com a troika, o porta-voz dos Assuntos Económicos e Monetários disse, em Bruxelas, que a resposta à questão "é simples: não há negociações em curso nesta altura".

"Avaliaremos as opções apropriadas para facilitar uma saída suave de Portugal do programa (atual) quando chegar a altura, e a altura não é agora", declarou Simon O'Connor, porta-voz do comissário Olli Rehn.

De acordo com o "El Pais", duas fontes da União garantiram ao jornal que estão em curso conversações com o Governo português para que esteja disponível a tempo "uma linha de crédito de precaução" do fundo de resgate europeu (Mecanismo Europeu de Estabilidade - MEE), acrescentando o diário que essa linha de crédito - que também poderia vir a ser disponibilizada para a Irlanda - é um "resgate suave", com o objetivo de evitar que a saída do programa, em maio de 2014, "seja um calvário" para Portugal.

Questionado ainda sobre a possibilidade de, face ao impasse político verificado em Portugal, ser adiado o prazo para o Governo apresentar à 'troika' os planos de reforma do Estado - o que deveria suceder até 15 de julho, data do arranque da oitava missão de revisão do programa de assistência português -, o mesmo porta-voz indicou que a Comissão Europeia só fará comentários depois de o presidente da República, Cavaco Silva, tomar uma decisão.

"Sei que o presidente (da República) ainda está em conversações com os partidos e só comunicará o resultado destas conversações amanhã (terça) ou mesmo na quarta-feira, pelo que só estaremos em posição de comentar a situação nessa altura", disse, acrescentando que "o mesmo se aplica aos planos para a próxima revisão", a oitava, do programa de ajustamento português.

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