Estado de emergência

Cabeleireira com muito trabalho antes de voltar a fechar portas

Cabeleireira com muito trabalho antes de voltar a fechar portas

Há 15 anos que Natália Silva tem um salão de cabeleireiro em Bente, Famalicão, e nunca tinha passado por uma situação do género. Depois de meses sem trabalhar durante o confinamento, volta a encerrar. As últimas horas antes de fechar portas foram de muito trabalho.

"Quando se começou a falar em confinamento as clientes começaram a ligar para marcar", disse. Até porque a cabeleireira tem clientes que vão continuar a trabalhar, nomeadamente na área da saúde. "E querem pintar ou cortar porque querem ter o cabelo em condições", diz a proprietária do salão Novo Estilo.

Embora assuma um "pensamento positivo", Natália diz que é "muito difícil" manter um negócio quando não há receita mas as despesas continuam a ter de ser pagas. Com uma funcionária, viu-se obrigada a ter de recorrer ao lay-off durante o primeiro confinamento, já ela não teve direito a nada. "Eu sou sócia-gerente", justifica, notando que além de um negócio para levar adiante também tem dois filhos a estudar. Nas medidas de apoio à economia durante o novo confinamento, os sócios-gerentes vão estar abrangidos.

"Invisto muito nos acrílicos, nos materiais para desinfetar, em descartáveis", descreve, notando que agora trabalha com marcações e não é possível atender o mesmo número de clientes que atendia antes da pandemia. Além disso, aponta, "há quem esteja em teletrabalho e como está em casa não vem arranjar o cabelo e outras clientes como não podem sair de casa ao fim de semana também não vêm ao cabeleireiro".

Natália considera que deveria haver "mais fiscalização" porque apesar do encerramento obrigatório há quem na clandestinidade continue e trabalhar. Um aspeto para o qual Mi Ribeiro, cliente de Natália e também comerciante, alerta.

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A comerciante mostra-se bastante crítica relativamente ao novo encerramento e algumas das exceções ao confinamento como a permissão de realização de missas. "Preparamo-nos com todas as medidas, acrílicos e agora temos de fechar", lamenta.

"Investimos na coleção que está à venda, não vamos conseguir escoar, e já temos a próxima paga", nota. "É um prejuízo muito grande".

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