Crise

Canadá vai aumentar exportações de petróleo para a Europa

Canadá vai aumentar exportações de petróleo para a Europa

O Canadá, quarto maior produtor mundial de petróleo, vai aumentar em cerca de 5% as exportações de petróleo para responder aos "pedidos de assistência" dos seus "aliados que enfrentam escassez" devido ao conflito na Ucrânia.

O anúncio foi feito pelo ministro canadiano dos Recursos Naturais, Jonathan Wilkinson, numa resposta aos países da União Europeia que querem deixar de estar dependentes do petróleo e gás russos.

Segundo Wilkinson, este ano, "a indústria canadiana tem capacidade para aumentar gradualmente as suas exportações de petróleo e gás em cerca de 300 mil barris por dia (200 mil barris de petróleo e 100 mil barris de equivalente de petróleo por dia de gás natural), a fim de substituir o petróleo e gás russos".

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Wilkinson está em Paris a participar na reunião ministerial da Agência Internacional de Energia (AIE) para discutir a segurança energética global e a transição para uma economia com baixo teor de carbono com os seus homólogos internacionais.

"Os nossos aliados na Europa estão a dizer-nos que precisam da nossa ajuda para sair do petróleo e gás russos no futuro imediato, enquanto aceleram a transição energética continental. O Canadá está numa posição única para ajudar em ambas estas questões", disse o ministro citado pela agência de notícias France Presse (AFP).

O Canadá anunciou ainda um financiamento de 8 milhões de dólares (7,29 milhões de euros) para o Programa de Transição de Energia Limpa da AIE para ajudar as economias emergentes a acelerar a sua transição energética enquanto satisfazem as suas necessidades energéticas.

No Canadá, as emissões de carbono do setor do petróleo e gás aumentaram 20% desde 2005 e representam 26% do total das emissões.

No entanto, no ano passado, o governo de Trudeau anunciou que queria reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 40 a 45% até 2030, em comparação com os níveis de 2005.

Os preços do petróleo voltaram a subir acima dos 120 dólares por barril na quarta-feira, impulsionados pela perspetiva de novas sanções contra a Rússia, queda dos stocks norte-americanos e danos causados a um terminal petrolífero russo.

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