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Carga policial dispersou manifestantes na AR após 'ataque' com pedras

Carga policial dispersou manifestantes na AR após 'ataque' com pedras

O Corpo de Intervenção da PSP avançou, ao final da tarde de quarta-feira, sobre as centenas de pessoas que estavam concentradas em frente à Assembleia da República. Antes, os manifestantes atiraram pedras da calçada e outros objetos contra as forças policiais. Houve sete detidos e 48 feridos. Vários contentores do lixo foram incendiados junto de veículos estacionados.

A resposta da polícia aconteceu cerca das 18.20 horas, mais de uma hora depois dos manifestantes que estavam concentrados à frente da Assembleia da República terem derrubado as barreiras de proteção colocadas junto à escadaria, levantado paralelos e arremessado pedras da calçada e outros objetos contra a PSP.

Antes de dispersarem os manifestantes à bastonada e com auxílio de cães, os agentes já tinham afastado o grupo que se encontrava na primeira linha dos protestos. A meio da escadaria um elemento da polícia filmava os manifestantes, concentrando-se na zona de onde eram atiradas as pedras e garrafas.

Uma dezena de manifestantes chegou a subir os primeiros degraus das escadarias e colocou-se como "barreira" entre os outros manifestantes e a polícia, incentivando o fim do arremesso de objetos. Ação que foi insuficiente e não evitou os confrontos que se seguiram.

Avisos por megafone ignorados

Depois dos avisos por megafone para os manifestantes dispersarem terem sido ignorados, os elementos do corpo de intervenção da PSP desceram as escadarias e avançaram com bastões e cães.

Em poucos minutos, a carga policial dispersou centenas de manifestantes e, na fuga, foram incendiados caixotes do lixo e vidrões na Avenida D. Carlos I, junto a vários veículos ali estacionados.

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Os manifestantes dispersaram pela avenida 24 de julho, em direção ao Cais do Sodré. Ouviram-se vários disparos feitos pelo Corpo de Intervenção e ainda por outros agentes que se encontravam em dois carros policiais junto à avenida 24 de julho.

Passavam poucos minutos das 19.30 horas quando agentes à paisana detiveram para identificação 15 jovens, de ambos os sexos, tendo alguns sido algemados, junto à estação de comboios do Cais do Sodré.

ÀS 20.55 horas, num balanço provisório, a PSP indicou que sete pessoas ficaram detidas pelo crime de desobediência e serão presentes a tribunal esta quinta-feira. Registaram-se ainda 48 feridos ligeiros - 21 são elementos da PSP e 27 são manifestantes.

Segundo o subcomissário Jairo Campos, porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa, a carga policial sobre os manifestantes ocorreu devido ao constante arremesso de pedras contra os elementos do Corpo de Intervenção.

A carga policial foi "a medida mais adequada para poder por termo à ameaça à integridade física dos agentes que estavam na primeira linha e que foram provocados durante 45 minutos", acrescentou.

Manifestação da CGTP desde o Rossio

A manifestação convocada pela CGTP chegou pelas 15.30 horas à Assembleia da República, em Lisboa, com milhares de cidadãos a entoar cânticos contra o Governo e as medidas de austeridade.

"É preciso, é urgente, correr com esta gente" ou "Abril de novo, com a força do povo", foram algumas das frases mais ouvidas no percurso dos manifestantes que se iniciou no Rossio.

Em dia de greve geral, foram vários os movimentos sociais que se juntaram ao desfile de protesto promovido pela CGTP, a par dos estivadores (trabalhadores dos portos), que começaram por se concentrar no Cais do Sodré.

O movimento "Que se lixe a 'troika'" e a associação Precários Inflexíveis também aderiram à manifestação, tendo iniciado a marcha na embaixada de Espanha.

Já durante o percurso, foram lançados alguns petardos, a PSP reforçou o dispositivo de segurança e um grupo de manifestantes incendiou várias caixas de multibanco.

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