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Carlos Silva: "Assumimos o compromisso de criar um ambiente mais organizado e amigo das pessoas"

Carlos Silva: "Assumimos o compromisso de criar um ambiente mais organizado e amigo das pessoas"

A criação de parques de estacionamento dissuasores da entrada na cidade de Lisboa e o aumento da rede ciclável são as principais medidas da EMEL para reduzir o trânsito urbano.

Todos os dias entram em Lisboa 380 mil viaturas. "Um dos maiores combates da EMEL para os próximos tempos será travar a entrada dessas viaturas na cidade", assumiu Carlos Silva, presidente da empresa municipal de estacionamento de Lisboa, na sessão de abertura do Mobi Show. "Assumimos o compromisso de criar um ambiente mais organizado e amigo das pessoas", garantiu.

Para alcançar este propósito, a EMEL criou um conjunto de medidas, sendo umas restritivas - como a criação de parques de estacionamento à entrada da cidade - ou positivas, como o alargamento da rede ciclável.

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A Gira, rede de bicicletas partilhadas do município é, para Carlos Silva, um bom exemplo da aposta da EMEL na micromobilidade. Com 138 estações distribuídas pela cidade, é a maior rede de bike sharing do país e é usada diariamente por centenas de lisboetas. "Com a Gira quebrámos o mito de que Lisboa não é uma cidade ciclável e de que as pessoas não querem usar a bicicleta nas suas deslocações", afirmou Carlos Silva, sublinhando que os maiores picos de utilização da rede coincidem com as horas de deslocação para, ou de regresso, o trabalho e a escola. A aposta na micromobilidade passa ainda pelos "biciparques", espaços fechados de estacionamento destinados às bicicletas particulares, criados nos estacionamentos da EMEL.

Carlos Silva referiu ainda o trabalho feito pela empresa na regulação do trânsito, com a modernização do sistema de semaforização da cidade e os espaços destinados ao carregamento de automóveis elétricos. O presidente da EMEL aproveitou ainda para anunciar os trabalhos de modernização e adaptação previstos para os terminais intermodais da cidade, caso do terminal da estação do Oriente. "Atualmente são espaços inóspitos e pouco frequentados, mas no futuro terão serviços e experiências que melhoram a conectividade das pessoas que os usam no seu dia-a-dia", garantiu.

O futuro, antecipou, ficará ainda marcado pela necessidade de criação de mais parques de estacionamento fora da cidade e pela otimização da rede de transportes públicos. Por fim Carlos Silva traçou mais um objetivo, livrar a EMEL "do anátema" que paira sobre a empresa: a acusação de ser "uma empresa de caça à multa". "Apenas 6% das receitas do estacionamento da EMEL provêm de coimas. Isto deita por terra a ideia de que somos uma empresa de caça à multa".

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