Economia

Carvalho da Silva diz que nova legislação laboral aumenta a pobreza e desemprego

Carvalho da Silva diz que nova legislação laboral aumenta a pobreza e desemprego

O antigo secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, afirmou, esta sexta-feira, que as alterações ao Código do Trabalho só vão aumentar a pobreza e o desemprego e defendeu que deve ser travado um combate a estas medidas.

"Esta alteração é uma violência. O único objetivo é diminuir os custos do trabalho dos trabalhadores, eliminando direitos e baixando salários. Mesmo que a maioria imponha estas medidas há que desenvolver uma atuação muito forte contra este processo", defendeu Carvalho da Silva.

O sindicalista, que falava à agência Lusa à margem de uma cerimónia das comemorações do 35º aniversário do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos que decorre esta sexta-feira e sábado em Santa Iria da Azoia, Loures, reagia desta forma às alterações do Código do Trabalho aprovadas, esta sexta-feira, pelo Parlamento.

PUB

O Parlamento aprovou estas alterações ao Código do Trabalho, com votos contra de nove deputados socialistas, do deputado do CDS Ribeiro e Castro, do PCP, BE e PEV, a abstenção do PS e os votos favoráveis do PSD e CDS.

Na votação final global, votaram contra os deputados do PS Sérgio Sousa Pinto, Isabel Moreira, Pedro Alves, Isabel Santos, André Figueiredo, Paulo Campos, Renato Sampaio, Carlos Enes e Rui Duarte.

Carvalho da Silva comentou ainda à Lusa as previsões anunciadas esta sexta-feira pela Comissão Europeia para a evolução da economia portuguesa, que acabam por ser mais pessimistas que as do Governo.

"Eram previsões previsíveis. A austeridade só provoca austeridade e por isso há que mudar a agulha e centrar as preocupações no crescimento e no combate ao desemprego", sublinhou.

As previsões anunciadas pela Comissão Europeia apontam para uma contração de 3,3% este ano e um crescimento de 0,3% em 2013.

Os números das previsões de primavera da Comissão, idênticos aos da última revisão do memorando de entendimento entre Portugal e a 'troika', são mais pessimistas que os apresentados este mês pelo Governo no seu Documento de Estratégia Orçamental (DEO). O Executivo espera que o Produto Interno Bruto (PIB) diminua 3% em 2012 e aumente 0,6% no próximo ano.

A Comissão também prevê que a taxa de desemprego (na definição do Eurostat) alcance este ano os 15,5%, enquanto o Governo apenas prevê uma taxa de 14,5%.

Em matéria orçamental, a Comissão prevê um défice de 4,7% do PIB, duas décimas acima da meta de 4,5% a que o Governo está comprometido com a 'troika'.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG