Angola

Cavaco Silva pede parceria estratégica entre Portugal e Angola

Cavaco Silva pede parceria estratégica entre Portugal e Angola

O Presidente da República, Cavaco Silva, pediu hoje, segunda-feira, ao Parlamento angolano, onde discursou em reunião extraordinária, que Luanda e Lisboa "consagrem institucionalmente" uma parceria estratégica.

Aníbal Cavaco Silva sublinhou que se tratará de uma "consagração institucional" daquilo que já constitui "uma verdadeira parceria estratégica", entre os dois países mas que a sua institucionalização permitirá "mais facilmente resolver questões pendentes".

Para o Presidente português, deve ser "uma parceria estratégica, que, através dos seus mecanismos de diálogo técnico e político, nos permita mais facilmente resolver questões pendentes e traçar rumos para o futuro", disse Cavaco Silva perante os deputados angolanos, o Presidente da Assembleia Nacional, Paulo Kassoma, e elementos da sua comitiva, que inclui o ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado.

Antes do discurso de Cavaco Silva na Assembleia Nacional, José Eduardo dos Santos considerara, em conferência de imprensa conjunta dos dois chefes de estado, que "há base sólidas" para institucionalizar uma parceria estratégica com Portugal, faltando apenas definir objectivos, prioridades e um figurino jurídico.

Num discurso largamente assente numa vertente económica, Cavaco Silva aproveitou este discurso no Parlamento angolano para lembrar que os empresários portugueses são aqueles que há mais tempo se encontram em Angola e apontou o interior do país como um objectivo do investimento português aproveitando a "aposta angolana no desenvolvimento do interior".

E lançou ainda o repto para a constituição de parcerias "orientadas para o aproveitamento de oportunidades em países terceiros", na Europa e em África.

Noutro desafio lançado ao Parlamento angolano, Cavaco Silva lembrou igualmente que a "certeza jurídica" é importante e sublinhou que, para obter essa certeza, falta ao Parlamento angolano aprovar um acordo sobre proteção de investimentos assinado em 2008 ao qual falta a ratificação da Assembleia Nacional angolana.

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Cavaco Silva explicou no arranque do seu discurso que o relacionamento entre Angola e Portugal assenta em "laços históricos, culturais e humanos" de que "poucos países se poderão orgulhar de possuir", entre "duas nações livres e soberanas", mas que "nunca serão estrangeiras entre si".

O chefe de estado português enalteceu os avanços da democracia e o desenvolvimento do país desde o fim da guerra, em 2002, deu o exemplo das eleições legislativas de 2008, mas lembrou que a democracia "é quase sempre uma obra inacabada", que "exige atenção e um trabalho de consolidação permanente", um papel "importantíssimo" que está reservado ao Parlamento.

Cavaco Silva deteve-se na educação e formação como áreas essenciais da cooperação entre os dois países e lembrou que não se deve esquecer que se vive hoje "num mundo em que o conhecimento desempenha um papel decisivo na promoção da competitividade" e que a cooperação entre Portugal e Angola "deve prosseguir e reforçar a sua aposta" no conhecimento.

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