CDS-PP

CDS-PP desdramatiza previsões do Banco de Portugal

CDS-PP desdramatiza previsões do Banco de Portugal

O CDS-PP considera que a revisão em baixa pelo Banco de Portugal das previsões para a economia portuguesa são justificadas pela entidade com o "cenário macroeconómico internacional" e "não propriamente com opções internas" do Governo.

"O Banco de Portugal identifica uma deterioração do cenário internacional, nomeadamente em alguns dos países para os quais Portugal mais exporta", disse à agência Lusa o deputado centrista Adolfo Mesquita Nunes, em comentário às projeções relevadas pelo banco central, que estima uma recessão de 1,9% para este ano.

Para o CDS-PP, o excutivo deve "continuar a intensificar o esforço numa política de exportações" para fora da Europa, procurando desse modo responder ao alerta do Banco de Portugal.

Em paralelo, assinalo Adolfo Mesquita Nunes, o Governo liderado por Pedro Passos Coelho deve também "continuar a ter políticas de apoio às empresas", identificando o deputado a reforma laboral, a reforma do IRC, em estudo, e o financiamento das empresas como prioridades a acompanhar.

O Banco de Portugal reviu pela terceira vez as suas projeções para a economia portuguesa este ano, esperando agora uma recessão de 1,9%, quase o dobro do esperado pelo Governo (1%) e muito mais negativa do que a primeira estimativa.

Nas projeções hoje incluídas no Boletim Económico de Inverno, o Banco de Portugal acabou por rever pela terceira vez a estimativa que faz para o desempenho da economia portuguesa ao longo de 2013, e pela terceira vez a revisão é feita em baixa.

No Boletim Económico de Inverno de 2011, a primeira estimativa que o banco central fazia para 2013 apontava para uma subida do PIB em 0,3%.

PUB

Nos dois boletins que seguiram (Primavera e Verão 2012) a previsão foi revista e mantida em 0%.

O grande salto deu-se no Boletim Económico de Outono de 2012, divulgado em novembro do ano passado, quando a instituição liderada por Carlos Costa acabou por rever de 0% para -1,6% o desempenho do PIB em 2013, e reviu novamente hoje para -1,9%.

Estas projeções, sempre acompanhadas de incertezas e maiores quanto mais longe estão do final do período, tal como é ressalvado em todos os boletins pelo Banco de Portugal, apontam no entanto para uma deterioração continuada das expectativas quanto à economia portuguesa.

Ao longo deste período, o valor previsto para 2012 também sofreu alterações mas menores, começando nos -3,1% do PIB no boletim económico de inverno de 2011, para -3,4% do PIB no boletim de primavera de 2012, para estabilizar nos boletins seguintes em -3%.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG