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CGD, BCP e Novo Banco avançam com processo de 26,9 milhões contra Isabel dos Santos

CGD, BCP e Novo Banco avançam com processo de 26,9 milhões contra Isabel dos Santos

A Caixa Geral de Depósitos (CGD), o BCP e o Novo Banco avançaram esta sexta-feira com um novo processo de 26,9 milhões de euros contra a empresária Isabel dos Santos, de acordo com informação disponível no portal Citius.

Segundo o portal, deu esta sexta-feira entrada no Juízo Central Cível de Lisboa um processo no valor de 26,9 milhões de euros interposto pelos três bancos, que tem como réus Isabel dos Santos, a Kento Holding Limited, sediada em Malta, e a Unitel International Holdings BV, com sede nos Países Baixos.

As duas empresas em causa detêm as participações indiretas de Isabel dos Santos na NOS, que se encontram arrestadas.

A este processo juntam-se outras ações em tribunal que envolvem a banca e a empresária, envolvida no escândalo Luanda Leaks, que levou ao arresto ou perda de participações em várias empresas nacionais, como a Efacec, que foi nacionalizada.

No processo, conhecido esta sexta-feira, estão em causa as sociedades de Isabel dos Santos que participam na Zopt, empresa que representa a parceria entre a empresária e a Sonae na NOS.

Em março de 18, a presidente executiva da Sonae, Cláudia Azevedo, disse estar "na expectativa" de que "seja corrigido" o arresto de bens da Zopt para que a parceria com a empresária angolana Isabel dos Santos seja dissolvida.

A Lusa contactou os bancos que avançaram com a ação de hoje, com a CGD e o BCP a afirmarem que não comentam o processo, aguardando resposta do Novo Banco.

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O processo hoje conhecido segue-se a outros colocados pela banca à empresária desde a divulgação dos Luanda Leaks.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) revelou em janeiro de 2020 mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de Luanda Leaks, que detalham alegados esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que entretanto morreu, que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.

No final de 2020, a CGD, o BCP e o Novo Banco já se juntaram num processo relativo às sociedades Winterfell e Winterfell 2, detentora da participação da empresária na Efacec, entretanto nacionalizada e em processo de reprivatização.

Também há ações individuais da CGD e uma outra conjunta entre o BCP e o Novo Banco, de acordo com o jornal Expresso.

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