Economia

CGD com prejuízos de 395 milhões

CGD com prejuízos de 395 milhões

A Caixa Geral de Depósitos registou prejuízos de 395 milhões de euros em 2012, um valor que é melhor em cerca de 100 milhões face ao ano anterior, anunciou, esta sexta-feira, o banco público.

Em conferência de imprensa, o presidente do grupo, Faria de Oliveira, disse que "o valor, não obstante ser negativo, é quase 100 milhões melhor do que no ano passado".

Em 2011, a CGD registou prejuízos de 488,4 milhões de euros.

O crédito a clientes chegou, em 2012, aos 74,7 mil milhões de euros, menos 4,5% do que no final do ano anterior, situação que o banco explica com o "contexto recessivo da economia portuguesa e um subsequente ajustamento do padrão de gestão de algumas empresas".

Por outro lado, os depósitos a clientes foram de 65,5 mil milhões de euros, um aumento de 2,4% ou 1.514 milhões de euros em relação a 2011. Para este crescimento contribuíram os depósitos dos particulares que subiram 2,2%, uma variação "particularmente significativa na presente envolvente económica e social".

As comissões, por seu lado, subiram 0,7%, passando dos 505,0 milhões de euros no final de 2011 para os 508,6 milhões de euros em dezembro do ano passado.

Já as imparidades totais diminuíram dos 1.653,5 milhões para os 1.546,4 milhões de euros, mas as imparidades de crédito aumentaram 22,1%, atingindo os 1.008,6 milhões de euros, o que reflete "as persistentes dificuldades do quadro económico português". As provisões e imparidades de outros ativos líquidos, por seu lado, caíram para os 537,9 milhões de euros.

A margem financeira alargada diminuiu 20,2% em 2012, por comparação ao ano anterior, "traduzindo a persistente e acentuada descida das taxas Euribor, bem como a evolução adversa dos rendimentos de instrumentos de capital decorrentes dos efeitos do processo de desalavancagem", justifica a instituição.

Quanto aos custos operativos, na atividade bancária doméstica, estes continuaram a decrescer (-9,6%), um comportamento que o banco do Estado justifica com a evolução dos custos com pessoal, que voltaram a reduzir-se em 12,7%.

Os capitais próprios do grupo aumentaram 37,3%, para os 7.310,9 milhões de euros, no final de 2012, apesar de o resultado líquido do exercício ter sido negativo.

"Para este crescimento contribuiu o aumento do capital social em 750 milhões de euros, ocorrido no âmbito do Plano de Recapitalização da CGD em junho último, e, de forma muito significativa, a recuperação observada nas Reservas de Justo Valor, que aumentaram 1.910,2 milhões", argumentou a CGD, em comunicado enviado à CMVM.

Relativamente ao ativo líquido do grupo, este totalizou os 116,9 mil milhões de euros no final de dezembro de 2012, menos 3,1% do que em 2011.

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