CGD

CGD vai cumprir "escrupulosamente" cortes salariais

CGD vai cumprir "escrupulosamente" cortes salariais

O presidente da CGD disse, esta sexta-feira, que o banco vai cumprir "escrupulosamente" o Orçamento do Estado deste ano quanto ao corte dos salários, mas que está a estudar como "reverter" os cortes feitos noutras componentes da remuneração dos funcionários.

"Nós vamos cumprir escrupulosamente o que está previsto no Orçamento do Estado para 2013", garantiu hoje José de Matos na apresentação de resultados do grupo público.

O responsável disse que, já em 2011 e 2012, a CGD tinha cumprido a lei orçamental, tendo então levado a cabo "medidas de adaptação", mas com "impacto equivalente na remuneração dos trabalhadores".

Para este ano, adiantou José de Matos, a Caixa está a estudar "reverter os cortes que houve em 2011 e 2012", uma vez que "não faz sentido uma dupla penalização dos trabalhadores da CGD".

No dia 29 de janeiro, o Ministério das Finanças garantiu que a CGD e a TAP vão ter de reduzir os salários entre 3,5 e 10%, explicando que o Orçamento do Estado para este ano não contempla regimes de exceção.

"As regras constantes da Lei do Orçamento do Estado para 2013 em matéria de reduções remuneratórias são aplicáveis, sem exceções, a todas as empresas públicas, incluindo, portanto, a Caixa Geral de Depósitos e a TAP - Transportes Aéreos Portugueses", refere o Ministério em comunicado.

Contactado pela Lusa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da CGD confirmou que os vencimentos de janeiro não foram sujeitos aos cortes salariais impostos à Função Pública e setor empresarial do Estado pelo OE 2013, mas referiu que o subsídio de férias "foi amputado em 5% a 20%, consoante os rendimentos e só o remanescente é que foi dividido em duodécimos".

De acordo com o sindicalista João Lopes, a CGD deve continuar isenta dos cortes salariais impostos no OE 2013, porque vive em concorrência e já reduziu mais despesa do que a pedida pelo Governo.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG