Economia

CGTP considera que reunião com "troika" fez perceber que cortes vão manter-se por muitos anos

CGTP considera que reunião com "troika" fez perceber que cortes vão manter-se por muitos anos

O secretário-geral da CGTP, Arménio CArlos, disse que a "troika" afirmou na reunião desta terrça-feira com os parceiros sociais que o memorando foi o início de um processo de ajustamento que se vai prolongar, o que foi interpretado como mais cortes no futuro.

"Foi transmitido que o memorando de entendimento foi apenas o início de um processo de ajustamento que vai continuar por muitos anos", disse, esta terça-feria, Arménio Carlos, à saída da reunião dos parceiros sociais com os representantes da "troika", na sede do Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa.

Segundo o dirigente sindical, estas declarações foram interpretadas pela CGTP como significando que continuará a ser imposta "mais austeridade" e mais "cortes salariais e de pensões" aos portugueses.

O líder da central sindical disse ainda que os responsáveis da missão da 'troika', que estão em Portugal desde 4 de dezembro para a décima avaliação ao programa de ajustamento, não se referiram explicitamente à necessidade de fazer cortes salariais, mas que referiram que "os custos de produção são negativos para a competitividade", o que a central sindical traduziu como a intenção de "recolocar a discussão sobre os salários" como entrave à competitividade.

A CGTP disse ainda que questionou por várias vezes o chefe da missão da "troika" (composta pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) sobre o aumento do salário mínimo nacional.

"O que se nota é que há cumplicidade entre a "troika" e o Governo para encontrar pretextos para não aumentar o salário mínimo nacional", disse o dirigente sindical, acrescentando que os 432 euros líquidos que leva para casa quem recebe o salário mínimo não é suficiente para ir acima do limiar da pobreza, o que devia "corar de vergonha" quem é contra o aumento deste rendimento dos trabalhadores.

Pelo aumento dos salários, a CGTP vai lançar um movimento no início do próximo ano. Já entre 16 e 20 de dezembro, a central sindical organiza uma semana de protestos, que culminará com uma vigília junto à Presidência da República, a 19.

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