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CGTP diz que Governo não tem credibilidade

CGTP diz que Governo não tem credibilidade

O secretário-geral da CGTP afirmou, esta terça-feira, que o Governo "não tem qualquer credibilidade" e "urge o momento de ser substituído", sublinhando que nem o Banco de Portugal se compromete porque "não sabe o que se vai passar".

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o PCP, Arménio Carlos considerou o país está "perante uma política que já não respeita nada nem ninguém, que põe em causa os interesses do país e está a pôr em causa a dignidade dos portugueses".

Arménio Carlos referiu que "além do Orçamento do Estado, que é uma monstruosidade fiscal", e após ter sido conhecido o relatório do FMI, "já se fala num novo relatório da OCDE que ainda não foi apresentado e já tem as conclusões tornadas públicas".

"Já estão a dizer que querem cortar nos salários, nos subsídios de desemprego e aumentar os horários de trabalho.Ainda o relatório não está feito, já têm as conclusões concretizadas e só falta a fundamentação", criticou.

Neste contexto, o líder sindical defendeu que o executivo PSD/CDS é "o grande problema que impede a solução" e que "urge o dia e o momento de poder ser substituído e se poder criar em termos do povo português uma alternativa credível que abra outras perspetivas".

O líder da Intersindical referiu-se depois às previsões do Banco de Portugal para alegar que o Governo "já não tem qualquer credibilidade".

"Quando hoje assistimos a que mais uma vez as previsões acentuam a recessão em 2013 e até têm o cuidado de ressalvar que não assumem nenhuma responsabilidade quanto ao futuro porque não sabem o que se vai passar durante 2013, então estamos a falar de quê?", interrogou.

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Arménio apontou o primeiro-ministro como "alguém que está à frente do Governo que prometeu, não cumpriu e tem de ser responsabilizado" e advogou que "na política, como em tudo na vida, a responsabilização passa pela saída do poder".

No boletim de inverno, o Banco de Portugal espera uma recessão mais profunda em 2013, alterando a projeção de uma quebra de 1,6% que tinha em novembro para um recuo de 1,9%, devido às medidas orçamentais e à desaceleração das exportações.

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