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Chefe de missão do FMI garante flexibilidade nas metas do programa de assistência

Chefe de missão do FMI garante flexibilidade nas metas do programa de assistência

O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Selassie, defendeu hoje que as metas do programa de ajuda externa a Portugal têm de ser olhadas com flexibilidade, atendendo ao comportamento da economia.

"Mantemos a mente aberta, não fixamos estas metas em pedra, elas têm de ser consistentes com os desenvolvimentos económicos", disse Selassie, numa teleconferência com jornalistas.

Em geral, afirmou, as metas estão ao alcance, incluindo a do défice para este ano, de 4,5 por cento, apesar das receitas inferiores ao previsto no Orçamento do Estado, que Selassie atribuiu a menores receitas fiscais sobre a procura interna.

A recessão registada em Portugal é "um pouco melhor" do que o esperado inicialmente, sobretudo graças ao setor exportador, mas só por si não é para já "grande razão para rever os alvos".

Selassie manifestou-se "muito impressionado pela forma diligente como as autoridades têm avançado com a agenda de reformas" previstas no programa.

Estas estão "a dar resultados", e apesar da conjuntura difícil na zona euro, o Governo tem sido "moderadamente bem sucedido a reduzir os desequilíbrios económicos", que levaram ao pedido de ajuda externa.

"O governo fez um trabalho muito credível para reduzir estes desequilíbrios", disse Selassie.

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