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Cinco maiores bancos perderam mais de mil milhões arrastados pela Caixa e BCP

Cinco maiores bancos perderam mais de mil milhões arrastados pela Caixa e BCP

Os prejuízos do BCP e da CGD arrasaram, em 2012, os resultados do setor bancário, fazendo com que os cinco maiores bancos tivessem um resultado líquido acumulado de mais de mil milhões negativos.

Depois dos prejuízos históricos que a banca registou em 2011 (quando apenas o Santander Totta fechou com lucros), o ano de 2012 antecipava-se mais positivo, mas nem todos conseguiram lucros: Se o BES, o Santander e o BPI tiveram resultados positivos, o BCP e a CGD fecharam 2012 no vermelho.

No seu conjunto, estas cinco maiores instituições a operar em Portugal perderam 1.018,6 milhões de euros, recuperando das perdas de 1.600 milhões de 2011. No entanto, cada um dos cinco maiores bancos a operar em Portugal perdeu, em média, 200,3 milhões de euros no ano passado.

Os piores resultados, em 2012, couberam ao BCP, que apresentou prejuízos de 1219 milhões de euros, agravando os prejuízos de 849 milhões de euros de 2011.

Ainda em terreno negativo ficou a CGD, com prejuízos de 395 milhões de euros, recuperando dos 488,4 milhões de euros de resultados negativos do banco público.

A evitar um resultado global mais negativo do setor bancário estiveram, por seu lado, BPI, BES e Santander Totta.

O BPI registou lucros consolidados de 249,1 milhões de euros em 2012, o que compara com prejuízos de 284,9 milhões no ano anterior. Este foi mesmo o melhor resultado da instituição liderada por Fernando Ulrich desde 2007, ano em que registou um resultado positivo de 335,1 milhões de euros.

No BES, os lucros ascenderam em 2012 a 96,1 milhões de euros, o que compara com os prejuízos de 108,8 milhões de euros no ano anterior.

Por fim, o Santander Totta registou, no ano passado, lucros de 250,2 milhões de euros, quase quatro vezes mais do que os 63,9 milhões de euros registados em 2011. Para este resultado contribuiu a venda que o banco realizou no verão do risco da carteira de seguros Vida à Abbey Life, uma subsidiária do Deutsche Bank, numa operação de 150 milhões de euros.