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Citroën C5 X: o novo três em um da marca francesa

Citroën C5 X: o novo três em um da marca francesa

A Citroën apresentou, em Barcelona, a sua nova proposta para o segmento D, o C5 X, uma viatura que se pretende disruptiva ao juntar num só veículo as caraterísticas de uma berlina, de uma carrinha e de um SUV, com uma inovadora suspensão ativa Citroën Advanced Comfort. Chega ao mercado em junho.

O C5 - e esta última letra é uma clara piscadela de olho ao carismático CX, produzido entre 1974 e 1991, conhecido pela forma como a sua suspensão hidropneumática (estreada no DS) devorava todas as imperfeições da estrada -, pretende dar, de novo, cartas no segmento dos grande estradistas e a marca não se poupou a esforços.

Disponível apenas em versões a gasolina, com motores 1.2 Puretech, de 130 cavalos, 1.6 Puretech de 180, e híbrido plug-in (PHEV), que debita 225 cavalos e permite uma autonomia elétrica de 55 quilómetros - o C5 X aposta num elevado conteúdo tecnológico, como sejam, a par da suspensão ativa, um monitor do ângulo morto de longo alcance, o head-up display (imagens projetadas no para-brisas) de 21 polegadas, ou a condução autónoma de nível 2.

O C5 X inaugura um interface de comunicação novo na marca, com ênfase na conectividade, e associa um ecrã tátil de alta definição com 12"", quatro tomadas tipo C, um carregador sem fios, atualizações em tempo real através da Cloud e inclui a função Mirror Screen sem necessidade de ligar o smartphone por cabo.

Este interface, diz a Citroën foi concebido como o de um tablet convencional, sendo personalizável, com preferências de visualização, bem como com widgets no ecrã inicial. Tem reconhecimento de voz natural e um assistente pessoal que responde a perguntas e executa comandos.

Dispõe de um sistema Highway Driver Assist combina o regulador de velocidade adaptativo com função Stop & Go e o assistente de manutenção na faixa de rodagem para que o condutor já não precise de gerir a velocidade ou a trajetória.

Muitos outros dispositivos facilitam a vida no quotidiano, como o alerta de tráfego atrás do automóvel, que deteta um potencial perigo na zona imediatamente atrás do veículo, a câmara traseira Top 360 Vision, que facilita a realização de manobras, ao exibir o ambiente exterior, ou o acesso e arranque mãos-livres, sistema capaz de trancar e destrancar automaticamente as portas quando o condutor se afasta ou aproxima do veículo.

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Conforto acima de tudo

Mas onde o novo C5 X reina é mesmo no conforto, sendo que a suspensão ativa apenas está disponível de série na versão PHEV (híbrida plug-in). A marca não hesita em falar em tapete voador e, na realidade, a forma como o novo Citroën absorve as irregularidades da estrada é surpreendente, tanto mais que à suspensão (e as versões normais dispõem dos amortecedores com batente hidráulico, que proporcionam, igualmente, um bom nível de conforto) o C5 X junta os bancos Advanced Comfort, que a marca diz permitirem que "os ocupantes se sintam como se estivessem em suas casas, nas suas salas de estar". E não foge muito à verdade...

A vocação familiar do C5 X encontra expressão na capacidade da bagageira, com 545 litros (que pode chegar aos 1640 litros com os bancos traseiros rebatidos), no bom espaço interior, permitido por uma distância entre eixos de 2,75 metros e uma largura de 1,86 metros com os retrovisores recolhidos, e nos inúmeros espaços de arrumação.

No que à motorização diz respeito a grande novidade vai para a versão híbrida plug-in, que associa o motor 1,6 Puretech de 180 cavalos a uma unidade motriz elétrica de 81,2 kW (110 cavalos), perfazendo uma potência combinada de 225 cavalos e uma autonomia elétrica de 55 quilómetros até uma velocidade máxima de 135 km/h.

Num breve contacto realizado nos arredores de Barcelona, em estradas sinuosas de montanha e vias rápidas, ou seja, num ambiente tradicionalmente pouco amigo das motorizações elétricas, atingimos facilmente os 55 quilómetros de autonomia elétrica e chegamos ao final do trajeto de cerca de 120 quilómetros com uma média de 5,6 l/100km. De destacar ainda a boa capacidade de regeneração, que nos permitiu acrescentar mais dois quilómetros de autonomia.

O C5 X PHEV tem uma velocidade máxima de 233 Km/h e percorre dos 0 aos 100 Km/h em 7,8 segundos. A marca refere que os consumos em ciclo combinado WLTP são de 1,3 l/100 Km em modo híbrido com emissões a partir dos 29g de CO2/Km.

A gama C5 X propõe, igualmente, os blocos a gasolina 1.2 PureTech 130 e 1.6 PureTech 180, ambos associados a uma transmissão automática de oito velocidades EAT8.

Com o primeiro motor o C5 X tem uma velocidade máxima de 210 Km/h, e as suas emissões e consumos começam a partir de 135g de CO2/Km e dos 6l/100 Km (norma WLTP, ciclo misto).

Com o 1.6 PureTech 180 o C5 X percorre dos 0 aos 100 Km em 8,1 segundos, tendo um consumo misto de 6,5 l/100 Km e emissões de CO2/Km a partir de 147g (norma WLTP, ciclo misto).

Níveis de equipamento

O C5 X está disponível nos níveis Feel, Feel Business (direcionado às empresas), Feel Pack, Shine e Shine Pack, com conteúdos complementares e em seis cores de carroçaria: Branco Nacarado, Cinzento Amazonite, Cinzento Acier, Cinzento Platinum e Azul Magnetic (todos eles passíveis de uma conjugação de dois tons, com o tejadilho em preto), e ainda o Preto Perla Nera.

Para o interior estão disponíveis os ambientes Base e Urban Grey (estofos e forros em tecidos), Metropolitan Grey e Metropolitan Blue (couro preto ou tecido com efeito couro), Hype Black e Hype Adamantium (couro perfurado como elemento único e distinto).

Os preços do 1.2 Puretech de 130 cavalos oscilam entre os 34.857 e os 39.157 euros.

O motor 1.6 Puretech apenas está disponível nos níveis Shine e Shine Pack, custando, respetivamente, 41.157 e 43.007 euros.

Por último, a gama PHEV começa no nível Feel Pack (44.653 euros) e vai até ao Shine Pack, que tem um preço de 48.352 euros.

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