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Cofina avança para OPA a 100% da Media Capital

Cofina avança para OPA a 100% da Media Capital

Cofina volta a tentar uma compra da Media Capital, depois de ter deixado cair a aquisição da TVI após ter falhado o aumento de capital.

O grupo dono do Correio da Manhã acaba de anunciar uma OPA ao grupo dono da TVI. É uma nova tentativa de compra da Media Capital pelo grupo liderado por Paulo Fernandes após a anterior oferta ter caído por terra, depois de, por cerca de 3 milhões de euros, a Cofina ter falhado o aumento de capital de 85 milhões de euros. Uma compra com um valor empresarial de 205 milhões de euros.

O aumento de capital era uma das condições da OPA sobre os cerca de 5% que não estavam nas mãos da Prisa. Agora, depois de ver indeferido pela CMVM a retirada da oferta, a Cofina avança com uma OPA sobre 100% do capital do grupo dono da TVI e da Plural. Oferece 0,415 euros/por ação, "o que corresponde a um valor total máximo da Oferta de 35.072.969,70 (trinta e cinco milhões, setenta e dois mil, novecentos e sessenta e nove euros e setenta cêntimos)".

Um valor substancialmente abaixo dos mais de 200 milhões que a Cofina esteve disposta a pagar pela Media Capital e que surge depois de Mário Ferreira ter comprado por pouco mais de 10 milhões cerca de 30% do grupo dono da TVI.

A OPA agora anunciada tem várias condições. Primeiro, que o auditor independente designado pelo regulador de mercados para calcular a contrapartida da oferta "não fixe um valor unitário de contrapartida que exceda o montante de 0,415 euros por ação"; segundo que não seja alienado "alienada, diluída, onerada, ou de outro modo prometida alienar, diluir ou onerar, direta ou indiretamente, qualquer participação social na, ou ativo significativo" do grupo, nem ocorra "qualquer fusão, cisão ou dissolução" no grupo e nas empresas do grupo (TVI, Plural, Media Capital Rádios); e, por fim, que "oferente se torne titular de ações representativas de mais de 50% (cinquenta por cento) do capital social e direitos de voto da Sociedade Visada".

No anúncio, a Cofina destaca ainda o facto de beneficiar "das autorizações regulatórias já previamente obtidas da Autoridade da Concorrência e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), em 30 de dezembro de 2019 e 21 de fevereiro de 2020, respetivamente."

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