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Combustíveis esgotaram em algumas bombas

Combustíveis esgotaram em algumas bombas

A corrida ao abastecimento de veículos antes do grande aumento da gasolina e do gasóleo, previsto para segunda-feira, fez com que alguns postos já tivessem esgotado.

Algumas bombas de combustível no Grande Porto já não têm gasóleo ou gasolina para satisfazer a procura dos automobilistas que desde sexta-feira têm tentado atestar os depósitos dos seus veículos antes de uma subida histórica de preços prevista para esta segunda-feira.

"Boa tarde, vai abastecer gasóleo ou gasolina?" é a frase mais ouvida na Prio de Valadares, em Gaia, de forma a organizar melhor os condutores que querem abastecer. O combustível top diesel, o gasóleo mais barato, esgotou na manhã de domingo. O aumento de fluxo de clientes originou largas filas para a entrada do posto de abastecimento e deixou as funcionárias a dar indicações constantes às pessoas. Em Canelas, também na Prio, já não havia o combustível top diesel desde sábado de manhã e no domingo todos esgotaram.

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No Porto, no estabelecimento Rede Poupança, na rua São Dinis, apenas a cafetaria estava a funcionar, visto que já não havia qualquer combustível. Durante todo o fim de semana a afluência foi muito maior que o normal, com o gasóleo simples, combustível que sofre hoje o maior aumento no preço, a esgotar no sábado. "Tem sido horrível, parece que o mundo vai acabar. Aumentar o preço não quer dizer que o combustível vai acabar" referiu Maria Costa, funcionária do estabelecimento, ao JN. Na RE Energia, na rua de Serpa Pinto, no Porto, o posto estava fechado e as bombas de gasolina interditadas com fitas.

O gasóleo simples, que na sexta-feira custava, em média, 1,678 euros o litro, deverá na segunda-feira saltar para 1,838 euros por litro. A gasolina simples 95, cujo preço médio era de 1,835, deverá subir para 1,935 euros por litro.

O ministro do Ambiente admitiu, este domingo, que em bombas de menor dimensão possa existir falta de combustível, por causa da procura acentuada, mas adianta que não há previsão de rotura. Em entrevista à Antena 1, Matos Fernandes lembrou que Portugal tem reservas públicas de combustíveis para 90 dias, e as empresas para outros 90 dias.

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