Energia

Combustíveis sobem com desconfinamento

Combustíveis sobem com desconfinamento

Nos postos de abastecimento, a gasolina já aumentou cinco cêntimos até ao final da semana. Preço do gasóleo também inverteu descida.

Os preços nos postos de abastecimento de combustíveis ainda estão bastante abaixo dos registados no início do ano, mas já começaram a recuperar nas três semanas de retoma gradual da atividade e deverão continuar a aumentar.

Com a maior mobilidade da população e mais carros a circularem nas estradas, assistiu-se também à recuperação dos preços de crudes e refinados nos mercados internacionais.

Desde 4 de maio, dia em que o pequeno comércio voltou a abrir portas, já passado o estado de emergência devido à pandemia, e até à última sexta-feira, o preço da gasolina recuperou 4% e o do gasóleo 1%, de acordo com o histórico de preços da Entidade Nacional do Setor Energético (ENSE).

Se a subida no diesel é ainda pouco expressiva, a da gasolina 95 traduz-se já num aumento de cinco cêntimos desde que o país passou ao estado de calamidade, segundo o preço de venda ao público calculado pela ENSE com base na informação do setor a partir do Balcão Único da Energia.

O litro da gasolina estava na última sexta-feira em 1,339 euros, ainda assim 13% abaixo do preço registado a 1 de janeiro.

Já o diesel, que se mantém com custos 17% abaixo dos valores de início de ano, estava, no final da última semana, a custar 1,182 euros o litro no preço de venda publicado pela ENSE.

subida internacional

A tendência é de manutenção das subidas. Os preços dos refinados nos mercados internacionais mantinham a recuperação na última semana. Os preços dos contratos de refinados usados nas referências internacionais para a Galp, que servem à formação de preço e são publicados pela Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), mostram subidas desde a última semana de abril, altura em que a tonelada métrica de gasolina 95 estava em 168, 48 euros, transpostos do dólar, e a do gasóleo estava então nos 202,09 euros. As cotações do final da última semana ainda não foram publicadas.

Nos mercados de futuros de crude, maio tem também sido de recuperação depois de as medidas de confinamento impostas um pouco por todo o mundo terem determinado um excesso de oferta e dificuldades de armazenamento que há um mês atiraram o preço do petróleo norte-americano para terreno muito negativo e levaram o barril de Brent a cotar-se abaixo dos 20 dólares. Na sexta, o barril do Texas valia 33,25 dólares, enquanto o do Mar do Norte terminava a sessão nos 35,13 dólares.

Em Portugal, e durante o mês de abril, o consumo da gasolina recuou 61% face ao mesmo mês do ano passado. As vendas de gasóleo caíram 45%, de acordo a Apetro. Já o consumo de combustível de avião caiu 93%. "Apesar do fim de algumas restrições, antevemos que os próximos meses continuarão a mostrar quedas significativas nos consumos", antecipa a associação.

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