Apelos

Comércio defende apoios a fundo perdido e "lay-off"

Comércio defende apoios a fundo perdido e "lay-off"

Os comerciantes do Porto e de Lisboa pedem mais apoios para compensar as medidas que limitam os horários dos estabelecimentos e travar os encerramentos.

Querem novas ajudas, como apoio a fundo perdido, e continuar a recorrer ao lay-off , perante um quadro restritivo que compreendem devido à pandemia, mas que ameaça agravar as quebras de faturação.

Enquanto se espera que saiam todas as linhas de crédito, os representantes do setor reagiram às medidas anunciadas pelo Governo, a propósito do regresso ao estado de contingência.

Questionado pelo JN sobre a abertura às 10 horas para os estabelecimentos comerciais (com exceções) e o fecho entre as 20 e as 23, por decisão municipal, o presidente da Associação de Comerciantes do Porto começou por garantir que "querem estar envolvidos na solução, não no problema". Compreendem as medidas, embora "o problema não esteja nos espaços comerciais de rua" que, segundo destaca, têm garantido o cumprimento das normas e dado "o exemplo".

Joel Azevedo apela ao Governo para garantir "mais medidas compensatórias" e "financeiras" porque "diminuir o tempo de funcionamento pode prejudicar a continuidade da atividade comercial de muitos". De outro modo, "irá criar-se mais dificuldades" à sua sobrevivência. Ou seja, o Governo deve assegurar "a sustentabilidade do setor".

Regime simplificado

PUB

"Há apoios já concedidos, mas é preciso outros e voltar a questionar-se a possibilidade de lay-off", disse Joel Azevedo, referindo-se preferencialmente ao regime simplificado e a "ajudas diretas" para o comércio.

De resto, espera "bom senso" e "compreensão municipal" na escolha do horário de fecho, no intervalo definido entre as 20 e as 23 horas, mediante a realidade no concelho. Ou seja, "maximizando o tempo de funcionamento" onde os números não sejam tão preocupantes. E conta ser envolvido neste processo.

Para a abertura às 10 horas, António Costa apontou ontem como exceções "pastelarias, cafés, cabeleireiros e ginásios", que poderão abrir mais cedo. E disse que os restaurantes continuam a ter tolerância até à 1 hora.

"Lay-off não é fácil"

Lourdes Fonseca, presidente da União de Associações de Comércio e Serviços de Lisboa e Vale do Tejo, compreende as regras face ao aumento de casos de covid-19.

Neste momento, aguarda que "saiam as linhas todas para ajudar os associados". Mas uma coisa é certa: "a alteração dos horários terá reflexo negativo em todo o comércio e serviços em Lisboa". As empresas "já começaram a fechar" e qualquer alteração ameaça a sua "subsistência", referiu ao JN.

Além disso, tem outra certeza. "As micro e pequenas empresas precisam de auxílio a fundo perdido", medida "subjacente" que quer ver "em cima da mesa".

Sobre o recurso ao lay-off, nota que tem de ser acompanhado de outros apoios porque "não é fácil" para as empresas manter aquele regime. E "o fundo de maneio vai se esgotando".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG