Economia

Comércio e Serviços aceitam aumento do salário mínimo

Comércio e Serviços aceitam aumento do salário mínimo

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal está aberta ao aumento do salário mínimo nacional, mas considera que esta negociação tem de estar terminada em outubro para as empresas saberem com que grelha salarial podem contar.

João Vieira Lopes reagia, desta forma, à disponibilidade manifestada, este domingo, pelo primeiro-ministro para aumentar o salário mínimo nacional.

"Digo hoje perante o país que o Governo está disponível para aprofundar o esforço de concertação (...) de modo a trazer para cima da mesa a discussão da melhoria do salário mínimo nacional e a revisão do que tem a ver com as condições da negociação coletiva", disse Pedro Passos Coelho durante a sua intervenção no encerramento do 13.º Congresso Nacional dos Trabalhadores Social Democratas, em Albufeira.

"A CCP já no ano passado se tinha mostrado aberta ao seu aumento, porque consideramos que o mercado interno é uma componente essencial para a recuperação da economia e o aumento do salário mínimo é, de facto, um sinal, além de melhorar o poder de compra de algumas camadas da população, com maiores dificuldades", disse à Lusa.

João Vieira Lopes sublinha que "essa negociação deverá estar terminada em outubro, na medida em que muitas empresas - em áreas como a limpeza, segurança ou restauração - que necessitam de fazer contratos para o próximo ano e necessitam de saber qual a grelha salarial com que vão contar".

"É, portanto, essencial que se marque uma baliza para essa discussão", defendeu.

O primeiro-ministro disse também hoje que que o Governo "está disponível para fazer concessões", acrescentando que aguarda que a mesma disponibilidade seja manifestada pelos parceiros sociais.

Segundo Pedro Passos Coelho, o Governo não pode abdicar de alguma negociação que já foi feita, "nomeadamente a propósito de portarias de extensão, admitindo que há algum trabalho a fazer a esse nível".

"Iremos mediar essa negociação entre os parceiros na Concertação Social. Teremos toda a abertura para poder dizer aos portugueses, aos nossos credores e àqueles que possam investir em Portugal no futuro, que somos capazes sem segundos programas e condicionalidades impostas pelo exterior, ceder alguma coisa para darmos um horizonte de estabilidade no médio prazo que nos permita atrair mais confiança e investimentos", concluiu Passos Coelho.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG