Bruxelas

Comissão Europeia quer acabar com moedas de um e dois cêntimos

Comissão Europeia quer acabar com moedas de um e dois cêntimos

A presidente da Comissão Europeia pretende terminar com a circulação das moedas de um e dois cêntimos. A medida faz parte do programa de trabalho que Ursula von der Leyen vai apresentar esta quarta-feira, em Bruxelas.

Quando ainda se candidatava à presidência da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen escrevia nas linhas orientadoras do programa delineado para 2019 até 2024: "O euro, a nossa moeda comum, é mais do que moedas e notas nos nossos bolsos. É um símbolo de unidade e é a promessa da Europa de prosperidade e proteção".

Agora, e de acordo com o periódico da Alemanha "Süddeutsche Zeitung", os bolsos dos europeus podem tornar-se mais leves, já que a presidente da Comissão Europeia prevê eliminar as moedas de um e dois cêntimos. O jornal teve acesso a três documentos do programa de trabalho de Ursula von Der Leyen, em que é defendido que as moedas do euro comecem nos cinco cêntimos.

A retirada de circulação de um e dois cêntimos surge numa lista de redução da burocracia na União Europeia. Para justificar a medida, que poderá ser controversa para alguns, a equipa de Ursula von der Leyen vai argumentar com um relatório da Comissão Europeia de 2018. O documento revela que alguns países europeus já arredondam os preços para os cinco cêntimos.

Para além da prática já adotada pelos europeus, os custos de produção das moedas reduziriam significativamente se a Comissão determinasse o fim da circulação de um e dois cêntimos. A publicação norte-americana "Politico" relembra que em 2013 a Comissão Europeia tinha calculado uma poupança de 1,4 mil milhões de euros. O esforço financeiro iria ser alargado ao transporte e à contagem das moedas.

Mas como dito anteriormente, a medida será tudo menos consensual. Markus Ferber, eurodeputado do partido alemão União Social Cristã (CSU), já veio publicamente afirmar que as "«regras uniformes de arredondamento» [da Comissão Europeia] devem fazer tocar todos os alarmes". Desta forma, o eurodeputado acredita que o fim do "dinheiro físico" está a ser preparado de forma errada pela Comissão.

PUB

Já não é a primeira vez que o organismo da União Europeia envereda por uma medida semelhante. Desde 27 de janeiro do ano passado que as notas de 500 euros começaram a ser retiradas de circulação. A nota rosa era conhecida por "Bin Laden" devido ao facto de poucos a terem visto e usufruído dela. O Banco Central Europeu chegou a reconhecer que as notas mais falsificadas na União Europeia eram as notas de 20 e 500 euros.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG