Economia

Comissão revê em alta previsões para a economia espanhola

Comissão revê em alta previsões para a economia espanhola

A Comissão Europeia reviu ligeiramente em alta as previsões para a economia espanhola, antecipando para 2014 um crescimento do PIB de 1,1%, uma décima acima do que antecipava em fevereiro, mas ainda assim abaixo do que prevê o Governo.

Nas previsões da primavera, que, esta segunda-feira, divulgou, Bruxelas mantém-se ligeiramente menos otimista que o executivo espanhol em praticamente todos os indicadores, destacando que o ambiente, em Espanha, deverá ser marcado pelos sinais de criação de emprego.

Uma análise que se evidencia nas previsões sobre o desemprego, com um corte de duas décimas ao valor estimado para este ano, 25,5%, e um corte de 1,5 pontos na estimativa de 2015, para 24%.

Valores que, nos dois casos, são mais pessimistas do que os do Governo espanhol.

Na semana passada, no quadro do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que enviará a Bruxelas, o Governo espanhol reviu em alta o quadro de previsões macroeconómicas aumentando o crescimento do PIB em cinco décimas, para 1,2%, este ano.

Madrid prevê que o crescimento aumente para 1,8% em 2015, para 2,3% em 2016 e para 3% em 2017, com o consumo privado a passar a dados positivos este ano, com um crescimento de 1,4%.

O Governo mostrou-se também otimista no que toca ao emprego, antecipando que o emprego total crescerá 0,6% este ano, com uma taxa de desemprego de 24,9% (foi de 26,1 em 2013) caindo para 23,3% em 2015, para 21,7% em 2016 e para 19,8% em 2017.

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No relatório divulgado, a CE melhora em duas décimas as previsões do défice para este ano, com um desfasamento de 5,6% do PIB, mas agrava as previsões para 2015, antecipando que o desvio aumentará para 6,1%.

O défice estrutural é estimado em 2,4% do PIB este ano, subindo para 3,4% em 2015.

Já sobre a dívida pública, a Comissão Europeia (CE) revê em alta as previsões face às estimativas de inverno, antecipando que crescerá até aos 100,2% do PIB este ano, aumentando para 103,8% em 2015.

A CE destaca, na sua análise, o regresso da criação de emprego com a recuperação económica a mostrar "mais firmeza" este ano e no próximo, "apoiada pela melhoria da confiança e uma maior flexibilização das condições de financiamento".

Apesar das melhorias e das previsões de aumento gradual do emprego a par da "continuada moderação dos custos unitários do trabalho" - a CE relembra que o desemprego, em Espanha, "continuará elevado".

No quadro da recuperação do crédito o relatório de Bruxelas refere-se que as condições de financiamento continuam a ser onerosas especialmente para as Pequenas e Médias Empresas (PME), num quadro de continuado ajuste de desequilíbrios onde o elevado peso da dívida se continuará a fazer sentir na economia.

"O consumo privado deverá acelerar progressivamente, apoiado pelo crescimento positivo do emprego e pelo crescente rendimento bruto real disponível, num quadro de inflação muito baixa", refere a CE que antecipa um aumento marginal da taxa de poupança das famílias.

As exportações, apesar da desaceleração no segundo semestre de 2013, deverão manter-se "robustas", apoiadas por melhorias na competitividade e crescimento nos mercados de destino.

Ainda assim a CE considera que é o setor exterior que mais risco coloca à recuperação de Espanha que se pode ver "negativamente afetada se as economias de mercados emergentes, particularmente os da América Latina" não crescerem como previsto.

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