Economia

Conselheiro de Hollande propõe reestruturação das dívidas de Portugal e Espanha

Conselheiro de Hollande propõe reestruturação das dívidas de Portugal e Espanha

Philippe Aghion, professor de economia na Universidade de Harvard e conselheiro do presidente francês, François Hollande, propôs, esta quarta-feira, uma reestruturação das dívidas públicas de Portugal e Espanha, para superar a crise na zona euro, em entrevista ao "Die Zeit".

"Não vejo como é que a Grécia, a Espanha e Portugal possam voltar a crescer sem um haircut (corte da dívida pública)", disse Aghion ao semanário alemão.

O economista propôs também um maior empenho do Banco Central Europeu (BCE) no setor financeiro, afirmando que "os bancos no sul da Europa vão precisar de mais ajudas do BCE e do fundo de estabilidade europeu".

O conselheiro de Hollande advogou igualmente uma reforma do Tratado Orçamental, aprovado por 25 dos 27 países da União Europeia, "porque se o crescimento este ano foi menor do que o previsto, será necessária mais flexibilidade no Tratado para levar a cabo reformas estruturais", explicou.

Aghion apelou, na mesma entrevista, à chanceler alemã Angela Merkel que se una à França e outros parceiros europeus para levar a cabo tais iniciativas, sugerindo também uma inflação mais alta na Alemanha do que nos outros países da zona euro, para equilibrar, disse, as balanças comerciais entre eles.

"Na zona euro seria bom haver uma inflação de dois por cento, no máximo, mas na Alemanha esta taxa deveria ser mais alta, concretamente na casa dos três a quatro por cento", concretizou Aghion.

Pouco antes de se iniciar o conselho europeu informal, hoje, em Bruxelas, o presidente francês François Hollande reiterou a sua proposta de emissão de títulos europeus da dívida pública, os chamados 'eurobonds'.

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"Trata-se de possibilitar o acesso de todos os países do euro a financiamentos em condições favoráveis", disse Hollande, em Paris, após uma reunião com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.

Berlim tem negado o recurso a 'eurobonds', alegando que os tratados europeus não permitem que um país da zona euro assuma as dívidas de outros, e que as referidas obrigações poderiam atenuar os esforços de consolidação orçamental nos países mais vulneráveis.

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