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Consumo de marcas brancas subiu 7%

Consumo de marcas brancas subiu 7%

O consumo de produtos de marca própria aumentou 7 por cento no primeiro semestre do ano, face ao mesmo período de 2008, e representa já mais de um terço das vendas.

Segundo dados da Centromarca, a entidade representativa das empresas de grandes marcas, a venda dos produtos de marca branca (ou marca própria) cresceu em quase todas as cadeias de distribuição, tendo representado 33 por cento das vendas dos primeiros seis meses do ano, contra 30,8 por cento no mesmo período do ano passado. As grandes marcas representaram 67 por cento das vendas, contra 69,2 por cento no mesmo período de 2008, segundo a mesma fonte. Assim, o consumo das grandes marcas baixou 3,1 por cento no primeiro semestre de 2009 face ao período homólogo de 2008.

Segundo a directora-geral da Centromarca, Beatriz Imperatori, o crescimento nas vendas dos produtos de marca branca "acontece não só pela crise mundial, mas principalmente devido à retirada de produtos de grandes marcas das prateleiras e pela posição cada vez mais dominante e concentrada da distribuição em Portugal".

Os grandes hipermercados estão a dar menos espaço aos produtos de marca, optando por colocar os seus produtos de marca própria, o que, em conjunto com a crise económica, propicia o aumento do consumo de marcas brancas, tradicionalmente mais baratas.

Das nove principais grandes superfícies comerciais de distribuição, a E. Leclerc registou a maior subida, com as marcas brancas a representarem 15,3 por cento das vendas (valiam 9,3 por cento no 1º semestre de 2008). A seguir vem o Modelo e Continente (ambas do grupo Sonae) com as vendas de marca própria a representarem 31,6 por cento (contra 25,2 por cento no 1º semestre de 2008) e 28,8 por cento (valiam 24 por cento), respectivamente.

O Pingo Doce e Feira Nova (Grupo Jerónimo Martins) resgistaram, respectivamente, 46 por cento (44,4 por cento no primeiro semestre de 2008) e 31,5 por cento (contra 30,2 por cento nos primeiros seis meses do ano passado).

Na cadeia Minipreço, as vendas dos produtos de marca branca ou própria representaram no primeiro semestre do ano 51,9 por cento do total, contra 49 por cento no mesmo período de 2008.

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O grupo Auchan (Jumbo) registou 22,3 por cento, contra 22,2 por cento no mesmo período de 2008.

O grupo Lidl, apesar de ter diminuído a percentagem, é a distribuidora cujos produtos de marca própria constituem a maior fatia face à totalidade das vendas. No primeiro semestre do ano, essas vendas totalizaram 68,5 por cento, contra 70,5 por cento no mesmo período de 2008.

O Intermarché também teve diminuição na venda dos produtos de marca própria, que representaram 20,7 por cento do total das vendas, quando nos primeiros seis meses de 2008 chegaram aos 21,5 por cento.

"Em 1991, quando introduzimos os produtos de marca própria, a opção dos consumidores baseava-se fundamentalmente no factor preço, geralmente 35 por cento abaixo do produto líder" (de marca), diz a Sonae. A subida do consumo destes produtos explica-se, conclui a empresa, pela "maior e melhor variedade, packaging mais atractivo e relação qualidade/preço extremamente competitiva".

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