OE2022

Costa aponta "estabilidade" do custo da energia no mercado regulado em 2022

Costa aponta "estabilidade" do custo da energia no mercado regulado em 2022

O primeiro-ministro, António Costa, disse, esta segunda-feira, que durante o próximo ano o custo da energia no mercado regulado deverá estabilizar, garantindo que o Governo tem feito um "esforço" para "contrariar" essa "condicionante" da economia nacional.

"As medidas já adotadas asseguraram que, durante o próximo ano, teremos uma estabilidade do custo da energia no mercado regulado para o conjunto das empresas, estamos a trabalhar com as [indústrias] eletrointensivas para encontrar a melhor resposta para podermos também acomodar esses custos e não termos aí um custo acrescido", afirmou António Costa.

O primeiro-ministro, que falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra na nova fábrica da BorgWarner no parque empresarial de Lanheses em Viana do Castelo, destacou o "esforço" que o Governo "tem vindo a fazer para procurar contrariar algumas das condicionantes globais ao futuro da nossa economia, designadamente a elevação do custo de energia no mercado internacional".

A subida de 1,05 euros por mês, em média, para a maioria dos consumidores de eletricidade em mercado regulado entrou em vigor este mês.

Numa nota, publicada em 15 de setembro, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) explicou que a "tarifa de energia reflete o custo de aquisição de energia do Comercializador de Último Recurso (CUR) nos mercados grossistas, sendo uma das componentes que integra o preço final pago pelos consumidores no mercado regulado".
De acordo com a ERSE, face ao aumento de preços de energia no Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel), a entidade "atualizou o preço da tarifa de energia do mercado regulado, em cinco euros por MWh, com efeitos a partir de 01 de outubro de 2021", salientando que "para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, com potência contratada de 3,45 kVA, a atualização será cerca de 1,05 euros na fatura média mensal".

Por outro lado, no caso de uma potência contratada de 6,9 kVA, o aumento rondará os 2,86 euros, indicou o regulador. Em julho a entidade já tinha aumentado o preço.
Para António Costa, Portugal "beneficiou da visão e do investimento que foi feito no passado", referindo-se "ao maior índice de penetração das energias renováveis e uma menor dependência dos combustíveis fósseis".

"Precisamos, por isso, de sofrer menos que outros relativamente ao aumento das taxas de carbono. Mas essa vantagem competitiva é uma vantagem que temos de saber aproveitar e, sobretudo temos de continuar a incentivar acelerando a transição energética porque como se está a provar, quem investiu primeiro colhe também primeiro os seus frutos".

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Sobre o novo investimento da BorgWarner no parque empresarial de Lanheses, em Viana do Castelo, António Costa disse tratar-se de um "sinal de confiança" dos promotores internacionais em Portugal.

"É uma mensagem muito importante sobretudo numa fase onde há enormes fatores de incerteza à escala global, estamos a sair de uma pandemia que implicou uma crise económica muitíssimo profunda mas as empresas têm demonstrado enorme confiança na nossa economia", referiu.

"Hoje sabemos que o primeiro semestre deste ano fixou um novo máximo histórico de investimento empresarial no nosso país e tudo indica que este ano de 2021 terá um novo máximo de investimento direto estrangeiro no nosso país", especificou António Costa.

Segundo o primeiro-ministro, hoje, o Instituto Nacional de Estatística (INE) "deu a conhecer um aumento das exportações deste ano que já está 4% acima do nível de exportações de Portugal em 2019, antes da crise da covid-19".

"As empresas demonstraram muita resiliência, confiança porque continuaram a investir e,esse investimento, tem tido tradução, por um lado, na criação de emprego, e também no aumento das exportações", sublinhou.

Para o primeiro-ministro, a nova fábrica de 25 milhões de euros que a multinacional americana tem em construção em Viana do Castelo, que criará 300 novos postos de trabalho "é um investimento que tem os olhos postos no futuro".

"Vejo este investimento como mais um bom sinal como podermos estar na liderança no processo de mutação civilizacional que o combate às alterações climáticas vai implicar. Não estamos à espera que acabem os motores a combustão estamos, felizmente, a acolher as empresas que estão a investir nos motores do futuro e que assegurarão um novo futuro à indústria automóvel, setor, que frisou "tem peso muito relevante na economia portuguesa", disse.

A unidade, já em construção, vai começar a produzir motores elétricos para o setor automóvel em 2023. O novo investimento resulta da aposta na transição energética, estimando que em 2030 "45% do negócio da BorgWarner estará centrado na produção de motores elétricos".

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