Coronavírus

Covid-19 com mais impacto nos transportes públicos no Porto que em Lisboa

Covid-19 com mais impacto nos transportes públicos no Porto que em Lisboa

Dever geral de recolhimento e fecho de atividades comerciais explica a forte quebra do tráfego nas duas principais cidades portuguesas.

O novo coronavírus teve mais impacto nos transportes públicos da cidade do Porto do que em Lisboa. A conclusão é da plataforma de mobilidade urbana Moovit, que avaliou as diferenças de utilização provocadas pela Covid-19 nas últimas semanas.

O ponto de referência para estas comparações é o dia 15 de janeiro. No Porto, até quarta-feira, 25 de março, a quebra dos transportes públicos foi de 81,4%, segundo os dados da plataforma israelita divulgados esta quinta-feira. Em Lisboa, a quebra foi menos acentuada, com uma redução de 72,8%.

O ponto de referência para estas comparações é o dia 15 de janeiro. No Porto, até quarta-feira, 25 de março, a quebra dos transportes públicos foi de 81,4%, segundo os dados da plataforma israelita divulgados esta quinta-feira. Em Lisboa, a quebra foi menos acentuada, com uma redução de 72,8%.

Em comparação com as duas principais cidades espanholas (Madrid e Barcelona), Lisboa é a cidade que sai menos penalizada nas contas da Moovit. Em sentido contrário, a capital espanhola foi a que registou maior descida nos transportes públicos, tendo deixado de circular 86,4% dos veículos que habitualmente utilizam as estradas de Madrid.

A forte redução nos transportes públicos começou no dia 13 de março, quando os governos de Lisboa e Madrid aplicaram as primeiras medidas de combate ao novo coronavírus. Foi nesse dia que Portugal entrou em estado de alerta e muitos trabalhadores aderiram ao regime de trabalho remoto.

Cinco dias depois, 18 de março, foi decretado o estado de emergência e o dever geral de recolhimento para todos os trabalhadores não essenciais. As saídas ficaram praticamente confinadas às compras no supermercado, para a prática de exercício ou então para passear os animais de estimação.

Devido à falta de procura, as empresas de transporte público reduziram a oferta de autocarros, barcos, comboios e de metropolitano.

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